Uma recente pesquisa realizada pela consultoria Gartner mostra que, em médio prazo, as principais tendências que devem afetar gestão de TI nas organizações podem ser resumidas a uma batalha entre usuários e a área de tecnologia da informação pelo controle dos recursos tecnológicos.
No levantamento, o Gartner afirma que, cada vez menos, os usuários dependem dos sistemas tradicionais de TI da corporação para realizar tarefas, graças às redes sociais, à possibilidade de acessar informações por meio de dispositivos móveis e ao desenvolvimento de aplicações que misturam diversos conteúdos (mashups). O que, na prática, tira uma parte do controle do departamento de tecnologia.
Por outro lado, a consultoria aponta que com a expansão de tecnologias como a virtualização de desktops, os gestores de TI tendem a manter um controle mais rígido do uso da TI, "dando a eles [os usuários] o que realmente necessitam e não o que desejam", explica o responsável pela equipe de pesquisas ligadas à infraestrutura do Gartner, David Cappuccio.
A seguir, seguem as principais tendências para os próximos cinco anos anos e que tendem a afetar diretamente os gestores de TI, de acordo com o estudo do Gartner:
• Virtualização. Essa tecnologia tende a exigir uma mudança cultural muito maior do que a transformação tecnológica, aponta a consultoria, ao afirmar que os gestores vão ser obrigados a justificar as regras para a liberação dos recursos disponíveis, ou não. Outro desafio gerado por esse modelo diz respeito ao fato de que os gestores têm dificuldade de enxergar o ciclo de vida dos servidores.• O volume de dados corporativos deve crescer 650% nos próximo cinco anos. Essa previsão acende o alerta máximo às organizações para que adotem tecnologias de eliminação de redundâncias desnecessárias, como a deduplicação de informações, a qual envolve também a migração de arquivos pouco usados para sistemas de armazenamento de baixo custo.
• Mais do que reduzir os gastos com energia, os CIOs devem criar formas de monitorar quais são as maiores fontes de consumo energético do departamento. Por meio desse “rastreamento” é possível adotar e exigir dos fornecedores de tecnologia ferramentas que permitam a tarifação apenas quando o sistema em questão está, efetivamente, em uso.
• Líderes de TI estão começando a perceber que, mesmo que proibidas, as ferramentas de Web 2.0 têm sido amplamente utilizadas pelos usuários, os quais acessam cada vez mais wikis, redes sociais e blogs. “Já que as pessoas acessarão a de qualquer jeito, é melhor formular políticas de permissão para uso dessas ferramentas no ambiente corporativo”, explica Cappuccio.
• As empresas estão cada vez mais unificando seus meios de comunicação por meio da mensageria online, redes sociais e outras plataformas. “Antes que aconteça um desastre, é preciso investir em políticas de segurança para essas ferramentas”, afirma o diretor do Gartner.
• A adoção do modelo de cloud computing, principalmente em nuvens privadas, separa os usuários das decisões de TI na medida em que transforma a área em gestora dos prestadores de serviços e passa ao cliente interno a sensação de que existe uma burocracia. "Isso pode ser produtivo na medida em que economiza o tempo do CIO, poupando-o de passar minutos preciosos explicando questões técnicas a funcionários", conclui Cappuccio.
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