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Tecnologia

Computação em nuvem: os desafios de segurança

Gestores de TI contam como acreditam que as empresas devem lidar com os riscos inerentes ao modelo de cloud computing e quais as possíveis alternativas

CSO/EUA

Publicada em 30 de setembro de 2009 às 09h15

Ao considerar os custos que implicam na manutenção da infraestrutura de hardware e software no ambiente corporativo, a ideia de adotar a computação em nuvem (cloud computing) e arcar apenas com os custos de um provedor desse tipo de serviço parece ótima. Entregar tudo a um terceiro, não precisar de uma equipe para gerenciar data centers e ter todos os serviços entregues por meio da web é, sem dúvida, o sonho de muitos gestores de TI. No entanto, quando acordam, esses executivos são obrigados a encarar a principal barreira do modelo de cloud computing: a segurança dos dados armazenados e transacionados.

Como em todo novo serviço de tecnologia, o número de facilidades é proporcional  aos problemas. No caso de cloud computing, grande parte das dúvidas dizem respeito à proteção das informações armazenadas na nuvem. Baseado nesse cenário, seguem as opiniões de alguns gestores de TI sobre como as companhias devem lidar com a segurança nesse novo ambiente.

Matt Schneider, consultor e arquiteto de redes da fabricante de veículos automotores Ford Motor Company

“Atualmente estamos desenvolvendo um aplicativo web para hospedar ferramentas de segurança que garantam mais proteção aos dados movimentados por e-mail, chats, plataformas internas de colaboração. A ideia é criptografar todas as informações e exigir senhas de acesso, de acordo com os níveis de importância de cada dado transacionado.

Ainda estou fazendo contatos com colegas que já implementaram projetos de segurança na nuvem, mas ainda não tenho pleno conhecimento da área. Entretanto, penso que alguns conceitos já conhecidos de todos devem ser aplicados nessa situação. Seria muito irresponsável apenas dizer que estou fazendo todo o possível para garantir a segurança de meus usuários sem que eles também tivessem consciência das ameaças às quais estão expostos.

Grande parte da população mundial utiliza a internet como data center e armazena ali – no Gmail, Facebook, Orkut, LinkedIn, Twitter – informações pessoais e profissionais de grande valor. Essas pessoas correm os mesmos, ou mais, riscos do que uma empresa que aposta em cloud computing. No entanto, as companhias sabem dos problemas que podem estar assumindo e devem calcular se os benefícios obtidos com a tecnologia em questão superam as ameaças.

Eu mesmo uso o cartão de crédito milhares de vezes na internet e sei que algum hacker pode burlar o sistema de segurança dos sites de bancos e das lojas. Porém, o benefício de comprar online é tão maior do que os possíveis estragos que aconteceriam no caso de um incidente, que continuarei com a mesma postura.

É óbvio que há questões legais que precisam ser definidas com fornecedores no que diz respeito à custódia de dados e ferramentas de proteção, mas, assim como qualquer outra plataforma, o modelo de cloud computing oferece riscos e vantagens. Cabe a cada um tentar equilibrar essa equação da melhor maneira.”

Michael Versace, consultor de segurança da comunidade global que reúne especialistas e pesquisadores dedicados a melhorar a relação entre TI e negócios, The Wikibon Project: “Algumas pessoas estão fazendo os modelos de proteção em cloud computing parecerem mais complexos do que realmente são. Naturalmente baseada em riscos, a segurança da informação é uma disciplina que envolve ameaças. O papel dos gestores de TI é mitigar ao máximo os perigos desse padrão, de modo a torná-lo viável ao negócio. Na prática, isso significa que os CIOs devem criar políticas de proteção consistentes o bastante para tornar viável, operacional e financeiramente, a adoção da computação em nuvem.

Bill Brener, da CSO/EUA
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