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Tecnologia

Empresas estão na idade da pedra em qualidade dos dados, diz executivo

Para Marcus Gebauer, presidente do conselho da German Society for Information and Data Quality (DGIQ), acredita que, no futuro, as iniciativas de governança devem andar juntas

Vinicius Cherobino, editor-assistente do COMPUTERWORLD

Publicada em 08 de abril de 2009 às 08h40

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Atualmente, as empresas não estão preparadas para lidar com a quantidade de dados produzidos todos os dias. A falta de critérios corporativos, a inexistência de treinamento dos profissionais e sistemas pouco transparentes que não deixam clara a origem das informações deixam a área de tecnologia da informação na “idade da pedra” no que diz respeito à qualidade dos dados. E, por conseqüência, toda a corporação.

Essa é a opinião de Marcus Gebauer, presidente do conselho (chairman) da German Society for Information and Data Quality (DGIQ). Segundo ele, o mercado está prestes a experimentar uma guinada forte, com investimentos, em qualidade dos dados. “Se a companhia vê que a base das suas decisões - os dados - têm problemas, começa a investir em qualidade e governança das informações. Não é uma tarefa fácil, mas tem enormes recompensas”, disse.

Segundo o especialista, uma das principais dificuldades da governança de dados está em combinar as métricas com outras metodologias como ITIL e Cobit, apenas para citar alguns exemplos. “É trabalhoso definir como implementar qualidade de dados, criar as políticas de verificação e apontar quem é o responsável”, disse e completou: “não vejo concorrência entre os frameworks, mas complementariedade. No futuro, acredito que as iniciativas de governança vão andar juntas, dividindo inclusive um departamento”.

Dados da IDC dão conta que, em 2010, os dados vão chegar a 988 exabytes (ou 988 milhões de gigabytes), valor maior do que a capacidade prevista, estimada em 600 exabytes. Segundo Gebauer, esse ritmo de crescimento será o principal motivador para adoção de governança de dados. Outro incentivador será a adoção de ferramentas de governança, risco e compliance (GRC).

“Muitas companhias estão comprando GRC e não entendem os dados de risco. Calculam tudo, mas não podem confiar cegamente nos dados por não poder garantir o que é realidade”, garantiu. Como as regulamentações passam a demandar cada vez mais esse tipo de informação, acrescenta, os investimentos em qualidade de dados são inevitáveis. “Só assim as empresas vão evitar multas”, defende.

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