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Tecnologia

Cinco mitos sobre o modelo de SaaS

Analista do Gartner avalia os principais conceitos que se formaram acerca das soluções de software como serviço e joga balde de água fria nos entusiastas e fornecedores do modelo

Thomas Wailgum, da CIO USA

Publicada em 20 de fevereiro de 2009 às 15h36

Nova pesquisa realizada pelo Gartner, divulgada nos últimos dias, jogou um balde água fria nos fornecedores e entusiastas do modelo de SaaS (software como serviço). O estudo aponta que a indústria de TI, em si, criou alguns mitos em torno do tema e que a realidade pode ser bem decepcionante se comparada a tais idéias.


Eu, particularmente, acho que o modelo de software como serviço não é perfeito, mas está se aprimorando à medida que sua adoção cresce e seus desenvolvedores se aperfeiçoam. Dessa forma, as análises feitas por um analista do Gartner, Robert DeSisto, desses conceitos formados acerca do SaaS também são surpreendentes. Vale a pena conferir:


Mito 1: contratação de software como serviço é mais barata que o desenvolvimento de soluções – para DeSisto, essa afirmação só é verdadeira se for levado em consideração o curto prazo. Segundo ele, o desenvolvimento de soluções in-house pode ser mais econômico uma vez que permite atualização constante de suas funcionalidades. “Assim a empresa usuária não precisa esperar o término de um contrato para mudar especificações da ferramenta. Isso só atrasa a evolução das soluções e o progresso empresarial”, afirma o analista.


Mito 2: implementação de SaaS é mais rápida do que as demais – segundo DeSisto a implementação de software como serviço é mais simples. “Porém, precisamos considerar que as organizações precisam de soluções cada vez mais complexas e integradas a seus parques de TI. Isso, certamente diminuirá a velocidade de implementação das soluções de SaaS, praticamente igualando-as às demais”, afirma.


Mito 3: SaaS é precificado como utility – o analista destaca que essa realmente é a forma mais correta de precificação – quando o usuário paga apenas pelo que usou, como em contas de energia elétrica. Entretanto, alerta para a realidade de que são muito raros os fornecedores que fazem uso desse modelo de tarifação. “Em geral, os usuários pagam muito mais do que utilizaram do serviço”, diz DeSisto.


Mito 4: aplicações de SaaS não são integráveis – o especialista do Gartner afirma que tal afirmação é totalmente falsa. Segundo ele, se o contrato for firmado com um fornecedor competente, a integração dos softwares com a infraestrutura da companhia acontece facilmente.


Mito 5: SaaS só funciona para funções básicas – DeSisto avalia que, no geral, essa afirmação é falsa; mas que, realmente, ainda há algumas funcionalidades para as quais o modelo de serviços não é eficiente. “Hoje as aplicações de SaaS já cobrem muito da demanda do mercado, mas ainda deixam a desejar em se tratando de programas que requerem workflow mais complexo e capacidades de gerenciamento processual mais específicas”, conclui o analista.

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