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Tecnologia

Outsourcing e offshoring: as promessas para 2009

No próximo ano, os CIOs correm o risco de, por conta da necessidade de terceirizar recursos, incorrerem nos mesmos erros do passado.

Stephanie Overby, CIO

Publicada em 22 de dezembro de 2008 às 17h34

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Tudo leva a crer que 2008 foi um ano relativamente estável para o setor de serviços de TI. Apesar de uma tendência das empresas fecharem acordos menores e mais curtos, eles cresceram em número.

Além disso, pelo menos até o momento, os provedores de serviços na área de outsourcing e offshoring parecem ter passado incólumes pela crise financeira internacional. "Vai demorar, pelo menos, dois trimestres até que a recessão afete os resultados financeiros dos provedores", afirma Eugene Kublanov. CEO da NeoIT - consultoria especializada em serviços.

Ainda segundo Kublanov, a necessidade das empresas cortarem custos e aumentarem a eficiência dos parques de TI têm favorecido a busca por contratos de outsourcing e offshoring.

Apesar desse cenário, os especialistas consideram que, em 2009, os prestadores de serviços de TI tendem a enfrentar alguns desafios. O principal deles, em relação à negociação dos contratos.

De volta para o futuro: mais - não melhores - acordos de outsourcing

De acordo com Linda Cohen, analista do Gartner, em períodos nos quais aumentam os cortes de funcionários - como o momento atual - há uma tendência de maior demanda por terceirização de processos e recursos. "As organizações querem cortar custos o máximo possível. E os CFOs estão obrigando os CIOs a pensar em offshore e outsource", complementa a especialista.

"As condições econômicas irão empurrar as companhias mais do que antes a considerar o que pode ficar 'em casa' e o que deve ser deixado nas mãos de terceiros", concorda Kublanov.

Os CIOs tendem a buscar rápidas soluções para corte de custo. Nesse sentido, Cohen cita que pode existir uma 'amnésia conveniente'. "Os líderes de TI podem esquecer todas as lições que eles já aprenderam com maus contratos de outsourcing", relata a analista. Nesse sentido, ela afirma que há uma tendência dos executivos não analisarem, de forma adequada, os contratos com novos provedores e, por conseqüência, vão pagar o preço desse problema, no futuro.

Contratos ruins podem gerar uma degradação na performance dos serviços e gerar um aumento dos custos.

Queda das margens para os provedores

Do lado dos fornecedores de serviços de TI, deve existir uma corrida desenfreada pelo fechamento de novos contratos de outsourcing e offshore. O que tende a reduzir a margem de lucro dessas companhias.


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1 comentário(s)
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