Um estudo conduzido pela empresa de pesquisas Ferris Research aponta que 40 trilhões de mensagens de spam deverão circular em 2008, onerando as empresas em mais de US$ 140 bilhões mundialmente – um aumento significativo em comparação aos 18 trilhões de spams calculados em 2006 e 30 trilhões em 2007.
Em teoria, os software e appliances de filtragem de e-mail teriam como reduzir esse problema. Contudo, as soluções também podem errar, deixando passar spam acreditando que ele é autêntico (“falso negativo”) ou, o contrário, bloqueando e-mails autênticos (“falso positivo”).
Usuários e organizações que
recebem spam pagam US$ 0,04 por mensagem para apagá-la, calcula a Ferris Research. Mas o custo de localizar e-mail
autêntico perdido é muito superior, aproximadamente US$ 3,50 por mensagem,
aponta Richi Jennings, analista da empresa.
Pior ainda, alerta Jennings, as organizações têm custos potencialmente mais altos decorrentes de perdas de oportunidades causadas por falsos positivos que elas nunca vêem.
Assim, é vital que as organizações reduzam os faltos positivos, a partir de algumas medidas básicas:
1. Não deixe de usar um filtro de spam
Os falsos
positivos podem fazer você quere jogar fora seu filtro de spam,
mas acalme-se. Falsos positivos podem acontecer mesmo sem um filtro
– por exemplo, quando um usuário, ao ver diversos assuntos spam na caixa de
entrada, deleta manualmente e não percebe que existe e-mail “bom” no meio desta lista. Já um filtro de última geração detecta 97% a
99% de todo o spam, segundo Jennings, evitando o cenário de remoção manual
indiscriminada. Um filtro de spam também pode gerar falsos positivos, mas muito
menos (apenas 0,01%) do que a ação humana.
2. Coloque seu filtro na DMZ da rede.
No contexto de uma rede de
computadores, a zona desmilitarizada (DMZ na sigla em inglês) se refere a uma
parcela da rede que isola a rede interna privada da internet pública. Os
sistemas situados na DMZ ficam vulneráveis a ataques externos, mas sua presença
protege a rede interna contra estes ataques. Um filtro de spam na DMZ monitora
as características da conexão e capta mais informações sobre as mensagens de
e-mail recebidas, o que pode ser vital para determinar se uma mensagem é ou não
spam.
3. Deixe para trás as tecnologias de filtragem mais antigas.
É importante trocar as ultrapassadas tecnologias de palavra-chave por
técnicas mais novas, tais como graylists. Jennings demonstra muita
preocupação com os sistemas de challenge response (resposta ao desafio),
dizendo que “são uma péssima idéia”. Ele observa que um remetente legítimo
talvez nunca veja a mensagem de desafio porque a própria mensagem pode ser
marcada como spam e porque os spammers, com freqüência, disfarçam spam sob a
forma deste tipo de mensagem.
4. Recrute seus usuários para ajudar a manter sua whitelist.
Seus usuários estão sempre
travando relações com novos clientes, fornecedores e outros contatos. Se você
se apóia em uma whitelist de remetentes confiáveis, ela tem que ser atualizada
continuamente. Lembretes periódicos
para que seus usuários mantenham o departamento de TI informado sobre novos
contatos vão poupar todo mundo de problemas e desperdício de tempo.
5. Escolha blacklists e listas de reputação atentamente.
Se sua organização pretende
utilizar uma lista negra ou lista de reputação para deter spam, Jennings
insiste que você faça uma escolha criteriosa. Muitos filtros de spam permitem
que os clientes configurem as listas. Na hora de
selecionar uma blacklist, verifique as políticas de gerenciamento, recomenda
Jennings. Algumas blacklists e listas de reputação abrangem apenas reclamações
dos usuários, exemplifica Briggs, da GWU, e apoiar-se nelas levará a falsos
positivos invariavelmente.
6. Certifique-se de que você não está enviando spam.
Se seus sistemas enviam spam,
ainda que involuntariamente, sua reputação fica prejudicada e aumenta a
probabilidade de você ingressar em blacklists. Uma abordagem tripla ajudará a
manter sua reputação intacta: em primeiro lugar, elimine a navegação duvidosa
dos seus usuários, aconselha Stephen Pao, vice-presidente de gerenciamento de
produtos da Barracuda Networks. Estabeleça políticas de uso claras e aceitáveis
e implemente software de monitoramento ou filtragem da web de um fornecedor de
segurança aceitável, como o Websense ou o Sophos, nos sistemas dos seus
usuários.
7. Verifique sua própria reputação em termos de spam.
Se sua organização consta de
uma blacklist, os destinatários talvez não recebam e-mail originário do seu
sistema. Por esta razão, é preciso que você verifique sua própria
reputação regularmente. Por exemplo, visite o habeas.com, um site que faz uma
verificação gratuita da reputação das empresas e as ajuda a gerenciar a
reputação online.
8. Avise seus usuários para tomar cuidado com as palavras
Se você está em uma fila esperando para passar pela
alfândega no aeroporto, não deve falar em bombas, armas e seqüestro. Da mesma
forma, ao enviar e-mail, você deve evitar palavras associadas
a spam. A filtragem de spam por palavra-chave talvez ainda seja usada por algum
destinatário. Portanto, se for possível, evite palavras que venham a disparar
uma resposta do filtro, o que nem sempre é intuitivo.
Procure incluir informações específicas sobre o destinatário nas suas mensagens, como nomes de projetos ou referências pessoais exclusivas do destinatário. Isso reduz as chances de que uma análise Bayesiana da sua mensagem faça com que ela seja marcada.
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