12. Sega VR
Antes que a febre das empresas pontocom tomasse o mundo, o tema mais quente nas rodinhas de tecnologia era a realidade virtual. Ao mesmo tempo em que víamos filmes como O Passageiro do Futuro e cafés VR despontavam nas cidades mais modernas, uma batalha estava em curso entre dois gigantes da indústria de videogames, com a intenção de levar as maravilhas da realidade virtual às casas das pessoas.
A Sega decidiu criar o Sega VR como um acessório de realidade virtual para o popular console Genesis. Seus óculos com fone deixavam o jogador parecido com o carro do seriado Supermáquina; no entanto, era um dos mais belos acessórios de VR daqueles dias. E, na opinião geral, o design era o que o produto tinha de melhor.
Apesar das especificações ambiciosas, como o display colorido com resolução de 320 x 200 pixels, as poucas pessoas que experimentaram o sistema e que não eram da Sega – a maioria em eventos públicos – não chegaram a ficar impressionadas.

Embora o Sega VR tivesse honrado as especificações técnicas prometidas, na prática as imagens eram confusas e embaçadas. A companhia cancelou o projeto em 1994, mas não sem antes oferecer o Sega VR como prêmio em caixas de cereais. O que o ganhador realmente levou para casa é um mistério.
A Sega deve ter respirado aliviada quando, um ano depois, o Virtual Boy da Nintendo teve o mesmo fim. (Veja o comercial original do Virtual Boy.)
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