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Tecnologia

A virtualização chegou também ao contact center

Em vez de enviar trabalho para o exterior, empresas norte-americanas optam por call centers virtuais com profissionais do país
Netword World (EUA)
Publicada em 23 de abril de 2008 às 21h36

Quando se preparava para oferecer aos viajantes uma nova operação doméstica, a ExpressJet Airlines enfrentou uma decisão difícil: montar call centers de serviço ao cliente com mão-de-obra barata no exterior ou contratar funcionários no país. “Embora o offshoring representasse a opção mais barata, sabíamos que não teríamos êxito sem um excelente serviço ao cliente”, admite Trish Winebrenner, vice-presidente de marketing da ExpressJet.

A opção foi terceirizar as operações de call center para a Alpine Access. A companhia, e outras como a LiveOps, West Corporation e Working Solutions, monta operações de call center virtual com pools de talentos, contratados e treinados de acordo as necessidades dos clientes. Empresas como Dell e Office Depot levaram operações de call center de volta para os Estados Unidos a fim de aumentar a satisfação do cliente e capitalizar oportunidades de emprego.

Segundo o Datamonitor, muitas empresas ocidentais relutam em terceirizar serviços de call center no exterior, em parte por “preocupações com a qualidade do agente, a estabilidade do local, a infra-estrutura e a proteção dos dados”. Por isso, o instituto de pesquisa revela a virtualização pode oferecer mais qualidade a um preço que viabilize a opção.

“Os fornecedores de call center virtual oferecem uma solução doméstica, com agentes que foram checados em termos de segurança e qualidade e que utilizam uma rede de comunicação de padrão ocidental”, aponta o Datamonitor. “Isso também pode ser feito por um custo inferior ao de uma instalação física, dando ao cliente a chance de economizar no preço e ter uma interação de qualidade com o usuário final”, acrescenta o relatório.

Além dos call centers virtuais oferecerem agentes sediados nos Estados Unidos, a opção evita que as empresas gastem com aluguel de instalações e invistam tempo recrutando, contratando e treinando agentes. E mais: o modelo resulta em índices de atrito menores. Os call centers virtuais também permitem que as empresas tenham à disposição um pool mais abrangente de potenciais funcionários.

Winebrenner conta que a ExpressJet teve um índice de atritos de apenas 5%, número que a Alpine Access considera padrão entre seus 235 agentes espalhados pelo país. “Acho que é muito baixo para o nosso setor, e a razão é que todos os elementos que poderiam levar você a sair de um emprego – horário ruim, distância, condições de trabalho inflexíveis – deixam de ser fatores a considerar”, conclui.

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