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Tecnologia

Segurança é problema para uso corporativo do iPhone 2.0

Analistas afirmam que questões como serviços bancários ainda preocupam quando se fala na utilização do equipamento para negócios
Computerworld (EUA)
Publicada em 12 de março de 2008 às 09h57

A Apple anunciou na última quinta-feira (06/03) o software iPhone 2.0 que, segundo a empresa, inclui uma série de novas funcionalidades de segurança que permitiriam seu uso corporativo.

Apesar disso, analistas afirmam que algumas questões – como serviços bancários, que devem atender rígidos padrões governamentais de proteção de dados – ainda precisam ser respondidas para atender a demanda de grandes empresas.

A descrição da versão 2.0, fornecida pela Apple em junho, afirma que o aplicativo é seguro na utilização tanto do Microsoft Exchange quanto do ActiveSync para baixar e-mails e dados, assim como a VPN Cisco Ipsec, utilizada para encriptação de dados em acessos sem fio a redes privadas corporativas.

Enquanto alguns especialistas ressaltam não existir segurança à prova de falhas, a encriptação de dados é citada como padrão ouro em muitos sistemas. Para os especialistas, a solução da Cisco dá segurança contra ataques online, mas não garante o aparelho em caso de ataques físicos, caso ele seja perdido ou roubado.

“Somente uma VPN não garante a segurança a um equipamento móvel. A maioria dos ataques a pequenos aparelhos é causada pela perda de controle do aparelho, ou ataques orientados por outros métodos, como a leitura de dados armazenados”, afirma John Girard, analista do Gartner. 

“Eu ainda vejo grande risco à segurança caso o aparelho seja perdido ou roubado. E, para estes casos, o iPhone não conta com um mecanismo de encriptação de todos os dados armazenados. Ferramentas e aplicativos de segurança trarão essa proteção, mas isso deve levar alguns meses”, lembra Girard. 

Um executivo de TI de um grande banco disse que muitos funcionários do setor querem utilizar o iPhone, mas a instituição precisa de mais tempo para avaliar se as inovações de segurança apresentadas são suficientes para atender os requisitos de proteção de dados internos e os impostos pelo governo.

De acordo com Girad, uma vulnerabilidade externa à VPN poderia ocorrer em razão da exposição de uma das portas do aparelho, que poderia ser acessada mesmo com a VPN rodando. Esta vulnerabilidade foi demonstrada por executivos da Bluefire Technologies em uma conferência realizada no início desta semana: um pequeno cartão de dados pode ser instalado no aparelho e enviar dados codificados dele para um terceiros, via wireless.

Matt Hamblen - Computerworld, EUA
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