CITAÇÃO
“Fico me segurando no teclado com as duas mãos e eles ficam tentando me arrancar.” John Walczak, 31 anos, Sallie Mae
O mais jovem dos cerca de 20 programadores de Cobol da empresa, Vance antevê uma carreira estável e segura. “Sei que é um jogo de veteranos, mas gosto da posição de ser o mais jovem no mercado”, admite. “Haverá pessoas se aposentando e ninguém para ocupar seus postos. Portanto, creio que a estabilidade no meu trabalho é a melhor que pode existir.”
John Walczak, 31 anos, programador de Cobol na Sallie Mae, também se sente satisfeito e seguro em seu trabalho. Quando se formou da universidade, Walczak queria trabalhar em projetos relacionados à web. Mas a Sallie Mae contratou-o para trabalhar com Cobol e prometeu que ele poderia se movimentar na empresa e fazer outras coisas.
Depois de alguns anos, ele realmente teve a oportunidade de mudar para uma equipe que estava desenvolvendo um Web site. Mas, para sua surpresa, Walczak não gostou. “Pensei que iria criar páginas na web e fazer gráficos. Mas essas coisas já são pré-fabricadas”, conta. Em vez disso, ele começou a criar código “nos bastidores – algum código . Net e muito Visual Basic”. Walczak decidiu voltar para programação Cobol.
Agora, a empresa tenta convencer Walczak a assumir um papel mais de ligação. Trabalhando na Sallie Mae há mais de oito anos, ele entende como os sistemas da companhia funcionam. “Eles querem que eu use esse conhecimento para ajudar no desenvolvimento e no design de projetos.”
O problema é que Walczak não tem certeza se quer mudar. “Adoro programação. Adoro codificação”, confessa. “Fico me segurando no teclado com as duas mãos e eles ficam tentando me arrancar. Não quero ir.”
Cobol: indo embora, mas quando? A maioria dos observadores da indústria concorda que uma dose de formação em Cobol pode impulsionar uma carreira no curto prazo. Mas será que Cobol ainda existirá quando você estiver em idade de se aposentar?
As empresas que atuam no mercado Cobol gostam de apontar para as estatísticas – por exemplo, que 75% dos dados de negócio existentes no mundo ainda estão em Cobol - para provar que Cobol e, portanto, empregos em Cobol subsistirão durante muitos anos.
Dale Vecchio, analista do Gartner, não está tão certo disso. “Vejo as organizações mais interessadas em se libertar de mainframes IBM e Cobol”, afirma Vecchio. “É cada vez mais aceito que elas podem migrar do mainframe para o Windows ou Unix ou Linux. Espero que isso prossiga ao longo dos próximos cinco a sete anos.”
Além disso, cada vez mais, as grandes empresas estão substituindo aplicações de mainframe personalizadas, como recursos humanos ou gestão da cadeia de abastecimento -- freqüentemente escritas em Cobol – por software empacotado de fornecedores como a Oracle, observa Vecchio.