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Tecnologia

Confissões de um programador de Cobol

Computerworld

Publicada em 26 de fevereiro de 2008 às 12h34

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Cerca de 75% dos dados de negócio existentes no mundo ainda são processados em Cobol e aproximadamente 90% de todas as transações financeiras estão em Cobol, de acordo com Arunn Ramadoss, chefe do programa de conexões acadêmicas da Micro Focus International, que fornece software para ajudar a modernizar aplicações Cobol.

Devido à vasta base instalada, seria dispendioso demais tentar substituir todo este código, explica Ramadoss. Em vez disso, muitas empresas estão buscando meios de integrar Cobol a aplicações mais novas.

No entanto, os programadores em Cobol mais experientes, que melhor podem executar este trabalho, estão morrendo ou, pelo menos, se aposentando.

Em uma pesquisa realizada pela Micro Focus com seus clientes no ano passado, mais de 75% dos CIOs disseram que precisarão de mais programadores em Cobol nos próximos cinco anos e 73% já estavam tendo dificuldade para encontrar profissionais com formação em Cobol.

Envelhecendo


“Sem dúvida, é um desafio encontrar um desenvolvedor de Cobol que não esteja perto da idade de se aposentar”, concorda Dale Vecchio, vice-presidente de pesquisa de desenvolvimento de aplicação do Gartner. Em 2004, a última vez que tentou contar os programadores de Cobol, o Gartner estimou que havia cerca de 2 milhões deles no mundo e que o número estava diminuindo 5% ao ano.

“Cobol irá declinar rapidamente nos próximos 10 anos ... à medida que os baby boomers se aposentarem e houver uma ‘recarga’ insuficiente da população”, sentencia Vecchio.

Como a experiência de Vu demonstra, isso pode representar oportunidades de crescimento na carreira para profissionais de TI dispostos a aprender e trabalhar em Cobol.  (Quanto tempo essas oportunidades vão durar, porém, é tema de debate).

Tam Harbert, Computerworld, EUA
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