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Tecnologia

Confissões de um programador de Cobol

Aos 40 anos, um programador se viu diante da oportunidade de começar a programar em Cobol. E gostou

Computerworld

Publicada em 26 de fevereiro de 2008 às 12h34

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Em meados do ano passado, Michael Vu, 40 anos, consultor independente de TI, viu-se em uma posição totalmente inesperada no meio da sua carreira.

Ele havia assinado um contrato de três semanas para ajudar um grande varejista dos Estados Unidos em um projeto de relatório corporativo. O trabalho inicial foi tão bem sucedido que o projeto foi prorrogado. Subitamente, lá estava Vu, mergulhado no mundo Cobol.

Sim, Cobol, o dinossauro da programação que foi “quente” pela última vez nos anos 80. Cobol, famoso por sua sintaxe pesada e seu código interminável. Aquele Cobol.

Embora nunca tivesse trabalhado com Cobol antes, Vu sentiu vontade de aprender. Em meio a previsões de aposentadoria em massa dos baby boomers (aqueles nascidos no pós-guerra mundial), ele vislumbrou uma oportunidade. “Eu disse a mim mesmo: ainda que apenas 0,1 por cento destes baby boomers sejam desenvolvedores em Cobol, um grande mercado será aberto.”

À medida que o trabalho de Vu no projeto prosseguiu, ele se deu conta de que a organização tinha 10 anos de código em Cobol. E a fase seguinte do projeto dependia desse código.

Então Vu, que tinha formação e experiência em C e C + +, arregaçou as mangas e aprendeu rapidamente. E conquistou um conhecimento profissional que aumentou seu valor estratégico para a organização. “Acabei passando de um codificador comum, sem nenhuma idéia de como o negócio funciona, a alguém em quem a companhia confia para extrair o conhecimento de negócio de sua base de código”, revela. Agora ele passa 30% do seu tempo trabalhando em Cobol e espera que continue assim ou até aumente.

Para Vu, trabalhar em Cobol é um pouco como descobrir uma arte que estava perdida. “O que mais me impressionou foi que mesmo quando meu cliente está usando as tecnologias Java, C + e Visual Basic mais recentes, Cobol é fortemente utilizado.”

CITAÇÃO
“Sei que é um jogo de veteranos, mas gosto da posição de ser o mais jovem no mercado.”
Brian Vance, 30 anos, Grange Insurance

O que está acontecendo aqui? Parafraseando Mark Twain, os relatos sobre a morte de Cobol foram bastante exagerados.

Tam Harbert, Computerworld, EUA
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