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Tecnologia

Adeus eletrônica, vem aí a Spintrônica

Peter Moon

Publicada em 04 de setembro de 2007 às 12h06

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Quando esta tecnologia está disponível no mercado?
RATTNER –
É possível que no final da década nos tenhamos produtos de Fotônica de Silício no mercado.

Se não for em 2010, talvez 2011, mas estamos bem perto agora. Temos todos os dispositivos ópticos e o que realmente importa é colocá-los todos juntos num único chip e construir o transceiver. Por causa do custo efetivo destes dispositivos, podemos falar no uso de tecnologias ópticas dentro do data center.

O público gosta de saber como serão os aparelhos de computação do futuro e para que servirão. Quais são os protótipos nos quais vocês estão trabalhando e quais serão as aplicações da próxima década?

RATTNER – Temos olhado com atenção para um amplo espectro de aplicativos que requerem quantidades enormes de poder computacional para serem viáveis e se tornarem realidade. Isto está de acordo com o que falamos antes, sobre construir máquinas de alto desempenho com múltiplos núcleos como o processador de 80 núcleos do qual falamos. Olhamos para uma ampla gama de possibilidades como o traqueamento de movimento, a habilidade das câmeras de vídeo poder gravar o que você está fazendo e traduzir seus movimentos nas ações de uma imagem humana dentro do computador. Assim, quando você move os seus braços a figura no computador move os braços. Se você pisca os olhos a figura no computador pisca os olhos. Procuramos captar as expressões faciais assim como todos os movimentos corporais. Esta pode ser a base para algum tipo de game no futuro, ou pode ser um meio de ensinar alguém a dançar. O seu parceiro virtual será o computador.

Outro aplicativo que está gerando muito interesse é a possibilidade de manipular vídeo ao vivo, como as imagens de uma partida de futebol, sendo que o computador em tempo real faz o traqueamento de todos os jogadores e da partida, automaticamente dispondo as imagens em vídeo. Assim o telespectador poderá escolher se deseja ver apenas os chutes a gol, ou apenas os pênaltis, ou mostrar todas as jogadas quando tal jogador está com a bola. O computador faz isso tudo automaticamente.

Isso requer uma tremenda quantidade de computação, como você pode imaginar: traquear todos os jogadores, analisar os movimentos quaisquer que sejam... É um uso computacional muito intensivo, mas dentro de cinco anos pode ser que estas funções façam parte dos aparelhos de tevê.

Estas são algumas aplicações nas quais estamos trabalhando. Mas também temos dispositivos de auxílio à saúde. Estamos testando algumas tecnologias que você poderá carregar consigo sob a sua roupa. Elas irão monitorar o seu batimento cardíaco, suas respiração, sua atividade física, este tipo de coisas. Servirão basicamente para fornecer informações que possam melhorar a sua qualidade de vida ou alertá-lo para uma condição médica que mereça levá-lo a consultar um médico.

Atualmente estamos começando a ver surgir robôs assustadores que se locomovem como se estivessem vivos de verdade! Você acha que a era do das máquinas inteligentes está próxima?

RATTNER – A era das máquinas inteligentes, foi isso que você me perguntou? Bom, acredito que sob certos pontos-de-vista a resposta é sim. A plataforma de monitoramento à saúde que eu estava descrevendo possui uma variedade enorme de formas. Hoje você pode colocá-la no bolso ou prendê-la em seu cinto. Ela reúne todos estes dados e faz inferências com relação a eles. Ela pode dizer se você está sentado ou em pé, se você está dentro de casa ou do lado de fora, se está escalando, subindo ou descendo uma escada, e baseado nisso pode tomar decisões sobre o que você está fazendo. Quando o aparelho começa a apreender padrões do seu comportamento ele pode descobrir se você está em casa ou no trabalho, se está dirigindo o seu carro ou sentado numa praia qualquer.

Acredito que existe todo um campo chamado de Computação Perceptiva que está pronto para dar grandes avanços. Creio que ao longo da próxima década surgirão dispositivos, sejam eles robôs ou não, para explorar a percepção computacional e exibir um comportamento bastante humano. Tenho certeza de que isso vai acontecer.

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