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Tecnologia

Qual o melhor sistema operacional?

Meredith Levinson

Publicada em 02 de abril de 2007 às 20h05

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Windows: Só funciona “trancado” 

Configuração: Subnotebook Dell D420 rodando o Windows XP com Microsoft Office, Internet Explorer e Firefox

Positivo: Considerando-se que o Windows é o sistema operacional mais vendido, novo hardware -- como o modem GPS ou o cartão wireless EVDO -- é sempre desenvolvido primeiro para XP. Halamka raramente se preocupa se seu computador reconhecerá um novo dispositivo ou uma nova rede. Um dia, quando estava prestes a iniciar uma palestra interativa com duas horas de duração na qual usaria a Web, ele percebeu que o cabo da rede na sala não chegava até seu laptop. Ao invés de levar o computador para um local incômodo, Halamka ativou a conexão de banda larga sem fio. “Consegui sair de uma enrascada porque existe muita coisa disponível para XP”, conta. “Monopólio gera interoperabilidade.”

Negativo: A ampla interoperabilidade do Windows tem a desvantagem de impedir que a Microsoft controle o hardware no qual seu software roda. Às vezes, é complicado descobrir de qual driver você precisa para habilitar determinada funcionalidade. Quando Halamka tentou conectar o laptop à rede wireless do CareGroup, por exemplo, o driver wireless que veio com seu Dell não funcionou direito. O CIO não sabia quem tinha o fix necessário, se a Dell ou a Intel. Ele encontrou um patch no website da Dell, mas teve que ir ao website da Intel para pegar o mais atualizado.

“Os usuários precisam ter muito conhecimento para rastrear os drivers que suportam a coisa toda”, diz. No ambiente corporativo, os administradores de sistemas fazem a maior parte desta pesquisa – e se o Windows tem a fama de que gerenciá-lo consome tempo, um dos motivos é esse.

Truques: Usuário do XP desde 2002, Halamka observou que quanto mais aplicativos ele instala, mais lento e instável o sistema operacional se torna. Por isso, mantém uma pilha simples de software, instalando o mínimo possível de aplicativos adicionais e, de preferência, da Microsoft.

Halamka também criou dois log-ins separados: um com privilégios de administrador e outro que ele usa diariamente. O log-in só de usuário impede que os websites que ele visita baixem controles Active X (que podem gerar conflitos de software e incompatibilidades de hardware) e evita downloads automáticos de atualizações de software. Com estas medidas, Halamka conseguiu “uma versão do XP que não travou durante 30 dias”.

Conclusão: Halamka diz que é possível rodar uma versão do Windows segura, estável e confiável, contanto que você configure o XP adequadamente e não faça nenhuma mudança nele. “Você precisa ter um ambiente realmente trancado.”

Até agora, a manutenção do desktop “trancado” deu certo, apesar de exigir uma certa adaptação por parte dos colegas. Por exemplo, Halamka decidiu não usar o Visio para criar ou ver diagramas (embora o Visio seja um produto da Microsoft)  porque ele tem DLLs (dynamic link libraries) que causam instabilidade e conflitos com outros aplicativos. O CIO pede aos colegas que lhe enviem em formato .jpeg os arquivos Visio que eles querem que ele veja.. Halamka percebe que um dia talvez precise acrescentar o Visio, mas ainda vai tentar ter o mínimo de aplicativos possível.

Para a imensa maioria da comunidade usuária, porém, não é realista controlar o desktop. No hospital, que precisa seguir regulamentações de segurança do governo, os usuários mostram-se mais dispostos a aceitar limites. Mas Halamka acha infrutífero ditar o que os 18.000 usuários da Escola de Medicina de Harvard aos quais ele dá suporte podem ter em seus desktops.

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