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Tecnologia

Qual o melhor sistema operacional?

John Halamka, CIO da Escola de Medicina de Harvard, testa os sistemas operacionais Windows, Mac e Linux em busca do laptop de última geração

Meredith Levinson

Publicada em 02 de abril de 2007 às 20h05

John Halamka tem uma atração por experimentar novas tecnologias. Este mês, o CIO da Escola de Medicina de Harvard e do CareGroup, que administra o Beth Israel Deaconess Medical Center, será um dos primeiros seres humanos a ter o DNA seqüenciado e o genoma postado na Web.

Mac OS: aprimorando-se para a corporação
Linux: admirável, mas ainda não é uma opção
Windows: só funciona "trancado"

Mas, na função de administrador de serviços de saúde, Halamka não está interessado apenas nas tecnologias de ponta. Os PCs dentro do hospital têm que funcionar. Assim, quando seu laptop rodando o Windows XP interrompeu várias apresentações com updates inoportunos de programas antivírus e outros aplicativos, ele decidiu que sua próxima iniciativa seria determinar qual sistema operacional — Windows XP, OS X da Apple ou Linux — é o mais seguro, confiável e fácil de usar em um ambiente corporativo. Atualmente, a maioria dos desktops nas organizações sob seu comando é baseada no Windows.

Nos testes que realizou em meados do ano, Halamka dedicou um mês a um MacBook rodando o OS X, um mês a um Lenovo ThinkPad X41 rodando uma configuração dual-boot do Red Hat Enterprise Linux Workstation e do Red Hat Fedora Core e, por fim, um mês a um subnotebook Dell D420 rodando o Windows XP da Microsoft. Halamka avaliou a performance, a interface com o usuário e a capacidade de gerenciamento corporativo dos três sistemas operacionais. Ele testou as plataformas pessoalmente para descobrir em primeira mão quais problemas os usuários podem encontrar e se seu departamento de TI conseguiria mantê-las facilmente. Os sistemas operacionais Leopard, da Apple, e Vista, da Microsoft, não foram testados porque ainda não haviam sido liberados quando Halamka encontrou tempo para fazer este experimento e, além disso, ele prefere testar tecnologias estabelecidas do que lançamentos.

Halamka admite um certo preconceito contra a Microsoft: ele acha que a complexidade afeta a performance do Office e o torna mais vulnerável a vírus e spyware. E não acredita que, no futuro, a Microsoft criará produtos mais simples e confiáveis, tendo em vista a aposentadoria de Bill Gate e a nomeação do Chief Technical Officer Ray Ozzie para sucedê-lo no cargo de chief software architect. (Outras informações sobre metas futuras da Microsoft estão em Além do Vista) Enquanto isso, Halamka observa que o crescimento do Google e do Linux como desafiantes ao domínio da Microsoft e que a adoção de chips Intel pela Apple são sinais de que ele deve explorar as opções que tem diante de si.

“Ser CIO em 2006 é muito mais difícil do que há dois anos”, compara Halamka. Os usuários não toleram nem três minutos de tempo inativo e os budgets de TI não acompanham a demanda por largura de banda e storage. “Este [experimento] tem o objetivo de assegurar que a indústria possa fazer o que precisa ser feito de maneira melhor, mais rápida, mais barata e mais confiável.”

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