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Tecnologia

Os quatro estágios da arquitetura de TI

Galen Gruman

Publicada em 12 de março de 2007 às 20h18

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Mudanças na arquitetura transformam o papel do CIO
À medida que uma empresa evolui através dos diversos estágios de maturidade arquitetural, a função do CIO evolui junto, diz Jeanne W. Ross, pesquisadora-chefe do MIT Sloan Center for Information Systems Research. Nas empresas que estão no estágio 1, o trabalho do CIO é manter as instalações de tecnologia. No estágio 2, o CIO desempenha um papel mais estratégico: coordenar a transição para uma plataforma comum e seu impacto na empresa. “Às vezes, quando as organizações estão percorrendo o estágio 2, é observada uma estranha tendência a trazer alguém que não é de TI”, observa Ross. À proporção que a tecnologia se estabiliza no estágio 2, questões de processo vêm para o primeiro plano e um CIO focado em tecnologia talvez pareça menos capaz de lidar com elas, justifica Ron Schmelzer, analista sênior da ZapThink, empresa de consultoria sobre SOA.
A função do CIO começa a cruzar as fronteiras organizacionais na jornada para o estágio 3. Ironicamente, quando uma empresa ingressa no estágio 4 e os líderes de negócio ganham mais controle sobre a implementação de serviços de TI, a função do CIO, outra vez, pode se tornar mais tática, diz o ex-CIO e atual VP da MeadWestvaco, Jim McGrane. Ao detectar o início desta mudança na empresa, McGrane decidiu que não era este o trabalho que queria. (Em abril, ele deixou o cargo para se dedicar a outras áreas.) Mas a perda da dimensão política do cargo de CIO não é inevitável, argumenta Judith Hurwitz, CEO da empresa de consultoria Hurwitz & Associates. “Você pode focar em inovação porque as eficiências operacionais proporcionadas [por SOA] lhe dão este tempo.”
Quando as empresas atravessam os estágios de maturidade mais avançados, a área de TI também é afetada. “TI deve fazer parte de algo maior, como serviços compartilhados, operações ou finanças”, despindo-se de seu papel de mera fornecedora de tecnologia”, diz  Ross. Nesta evolução, o CIO se torna o chefe — ou líder — de uma operação mais ampla. A gigante de serviços financeiros State Street, por exemplo, promoveu a fusão entre TI e operações. Na Merck, fabricante de produtos farmacêuticos, TI passou a fazer parte de serviços compartilhados. Recentemente, o mesmo aconteceu na MeadWestvaco, fabricante de papéis.
Mas é a visão da empresa sobre as habilidades individuais do CIO que vai determinar realmente que função ele terá em uma organização no estágio 4. De acordo com Schmelzer, muitas empresas têm um vice-presidente de marketing e vendas, cargo que reúne duas funções muito diferentes. Outras empresas têm um executivo separado para cada atividade. A função de TI é ainda mais ampla, diz Schmelzer, combinando arquitetura, design, e integração e operações. Poucos CIOs serão fortes em todas as três áreas. Alguns serão fortes em apenas duas. A gerência talvez veja TI como uma função distinta ou um subconjunto de uma organização de serviços maior. Porém, independentemente da estrutura organizacional, o CIO precisa ser tão cônscio do negócio quanto da tecnologia.

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