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Tecnologia

Os quatro estágios da arquitetura de TI

Galen Gruman

Publicada em 12 de março de 2007 às 20h18

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O que ainda não está muito claro é como será uma organização plenamente amadurecida no estágio 4, observa McGrane, da MeadWestvaco. “Estamos apenas começando a entender como usar TI para promover agilidade e virar o jogo versus aprimoramentos incrementais.” McGrane não está seguro de que tecnologias capacitadoras já existam realmente. De uma coisa, porém, ele tem certeza: “a empresa não pode passar para o estágio 4 sem ter atingido o 3, porque ele estabelece a orientação de processos necessária para que a empresa seja vista como módulos, conforme exige o último estágio”.

Um longo caminho
Embora seja tentador pensar em cada estágio como um lugar onde chegar, o mais correto é encará-lo como um processo transformador, com a corporação migrando gradualmente de um estágio para outro, define Ross, do CISR. O volume de mudança é imenso e, mais importante, as pessoas têm que mudar junto com a tecnologia. Os CIOs devem promover implementações incrementais e prometer valor incremental, tanto para suavizar o impacto da mudança quanto para alimentar o entusiasmo da gerência pela iniciativa, orienta Wachs, da Celanese.
Na verdade, tendo em vista o legado das fusões, os diferentes níveis de necessidade e de adesão do negócio e as forças externas como as regulamentações, é freqüente as empresas descobrirem que se encontram em estágios diferentes simultaneamente. Na Celanese, por exemplo, o sistema de RH continua no estágio 2 por causa de requisitos da folha de pagamentos, ao passo que outras partes da empresa já estão entrando no estágio 4.
Por maior que seja a pressão para aumentar a eficiência e a agilidade — “É pra ontem!” — as empresas, ao contrário de X-Men, não podem queimar etapas em sua evolução, alerta Ross, da CISR. Cada estágio prepara o terreno tecnológico, procedural, cultural e comportamental para o estágio seguinte. A impossibilidade de pular estágios é real até mesmo em empresas onde uma entidade está à frente das outras. Em 2002, McGrane achava que a Mead estava no estágio 3, mas aconteceu a fusão com a Westvaco, que se encontrava no estágio 1. No cargo de CIO da nova MeadWestvaco, McGrane teve que fazer a empresa recém-adquirida atravessar o estágio 2 antes de levá-la ao estágio 3. Agora, a organização unificada está perto de atingir um nível de maturidade uniforme.
As empresas também precisam entender que a arquitetura nunca estará concluída. “A idéia é sempre ajustar o serviço, não necessariamente a implementação: reunir dois serviços mais granulares em um serviço composto ou vice-versa, por exemplo”, diz Schmelzer, analista da ZapThink. Normalmente, os CIOs não contam com talentos para isso. Schmelzer recomenda que os CIOs tenham um arquiteto chefe ou uma equipe de arquitetura reportando a eles.
Não importa como uma empresa gerencia a evolução de sua arquitetura, ela precisa ter em mente que a recompensa é a jornada em si, aconselha Ross, da CISR. “O ponto final é muito menos importante do que o aprimoramento contínuo conquistado. Você tem que melhorar um pouquinho a cada dia. Não se trata simplesmente de chegar ao estágio 4.”

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