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Tecnologia

Os quatro estágios da arquitetura de TI

Galen Gruman

Publicada em 12 de março de 2007 às 20h18

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É neste terceiro estágio que arquitetura começa a significar mais do que infra-estrutura de TI. Arquitetura de dados, governança de TI, otimização de processo Six Sigma e alinhamento entre negócio e TI se tornam aspectos críticos da arquitetura corporativa. O foco de TI muda: deixa de ser apenas o gerenciamento eficaz das instalações de tecnologia e passa a ser a contribuição para a excelência operacional do negócio. A eficiência continua importante, mas a meta não é mais economizar dinheiro reduzindo os custos, e sim liberar recursos para serem empregados no crescimento do negócio, segundo Petrey.
Ao entrar no estágio 3, a TD Banknorth começou a prestar muito mais atenção na arquitetura de dados, por exemplo. “Você precisa investir recursos expressivos para evoluí-la e planejá-la”, afirma Petrey. Isso envolve garantir definições de dados padrões para que múltiplos sistemas funcionem mais facilmente com os mesmos dados e os interpretem corretamente, e possam colher modelos que ajudem a servir melhor os clientes. A TD Banknorth designou membros da equipe de TI, que se entrincheiram nas linhas de negócio e agem como gerentes de relacionamento com seus colegas na empresa para assegurar o verdadeiro alinhamento de TI com o negócio.
Embora a TD Banknorth tenha padronizado suas plataformas de tecnologia, nem sempre impôs seus padrões arquiteturais sobre as aplicações que comprou ou criou. “O motivo foi o crescimento rápido, estávamos mais preocupados em trazer algo”, recorda Petrey. “Cometemos este pecado no passado e ele reduziu nossos níveis de serviço e interferiu na nossa capacidade de fazer a empresa progredir”, desabafa o executivo. Agora, Petrey está empenhado em fazer estes sistemas com desvio arquitetural encaixarem em sua nova arquitetura de TI para que a TD Banknorth possa continuar amadurecendo no estágio 4. A governança está mais rígida para que o problema não se repita.
O foco na arquitetura também cria as bases para futuros benefícios, acredita Joe Solfaro, diretor executivo de gestão de informação da Merck, fabricante de produtos farmacêuticos. Grande parte dos esforços de TI se concentra em padronizar plataformas, mas a empresa também está mapeando seus processos de negócio e sua arquitetura de dados para aumentar a agilidadel quando tiver uma plataforma mais eficaz em termos de custos. A Merck deu início a dois projetos distintos de padronização de dados há muitos anos, mas só recentemente contratou profissionais de arquitetura corporativa para desenvolver uma arquitetura de dados comum que esteasse a ambos. “Ainda que com diferenças táticas, os sistemas vão suportar a mesma direção estratégica”, diz Solfaro. Isso resulta em uma gestão de dados mais fácil, que acabará por suportar SOA completa no estágio 4.
Culturalmente, o estágio 3 requer que as equipes de TI e de negócio relaxem. “Você precisa deixar de ser tático. Tem que confiar a outros a tarefa de gerenciar os detalhes”, aconselha Petrey. Parte desta mudança acontece na transição do estágio 1 para o 2, mas no estágio 3 é mais difícil relaxar porque tipos de pessoas muito diferentes — TI e negócio— têm que depender umas das outras e confiar umas nas outras. E, assim como a migração do estágio 1 para o Estágio 2, a mudança para o estágio 3 acontece paulatinamente, à medida que a organização vê o ROI da nova abordagem e apóia a transformação.

Estágio 4: modularidade do negócio
Pouquíssimas empresas se encontram neste ponto. Não mais do que 6% das cerca de 450 empresas pesquisadas pelo CISR.
Os CIOs que estão na fase final do estágio 3 já podem vislumbrar como será o 4. De acordo com o CIO Wachs, algumas partes da Celanese passaram para o estágio 4, enfocando processos modulares que podem ser gerenciados facilmente em uma ampla arquitetura corporativa. “As empresas só são ágeis se conseguem ativar e desativar determinadas funções”, sustenta Wachs, e para tanto precisam entender que funções são essas, onde são utilizadas e o que elas afetam. Por sua vez, isso requer uma arquitetura projetada para flexibilidade e consistência.
A State Street também acredita que está no início do estágio 4. “Temos que melhorar os níveis de entendimento de processos de negócio e de comunicação do pessoal de TI”, reconhece Saul. “A linha que divide TI e negócio está desaparecendo e fica claro que alguém terá que gerenciar ambos.” Para algumas empresas, isso significa que TI poderá se tornar parte de uma iniciativa de serviços compartilhados. (Para conhecer melhor que tipo de função o CIO terá neste tipo de estrutura organizacional, leia o box “EA muda tudo”.)

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