Com o objetivo de analisar mais detalhadamente seus resultados financeiros, a Vonpar Refrescos, franqueada Coca-cola que atende os mercados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, usa, desde 1998, o modelo contábil conhecido como ABC. Para apoiá-lo, a companhia adotou o software Oros, que durante sete anos satisfez suas necessidades em relação a alocação e apropriação de custos, apesar de não ser muito amigável em termos visuais e de extração e manipulação de dados.
Em busca de uma ferramenta mais ágil e com funcionalidades mais sofisticadas, em 2005, a empresa adquiriu a solução ABM, da SAS. Com ela, a Vonpar conseguiu uma melhor apuração dos resultados, além de oferecer a alguns usuários-chave a possibilidade de montar as visões de seu interesse. “Em vez de ver o quanto eu gastei, vejo como eu gastei e quais os resultados dessas ações para a empresa”, exemplifica o gerente de suporte financeiro, Ricardo Leal.
O novo aplicativo ampliou também o campo de visão das análises da companhia. “Inicialmente, tínhamos foco financeiro, mas acabamos tendo também oportunidades operacionais”, conta o gerente. Como exemplo, ele cita a possibilidade de identificar a excelência operacional de uma unidade em relação a outra em determinadas atividades. Além disso, como levou ao mapeamento de todos os processos internos, o uso da nova tecnologia preparou a empresa para olhar os negócios sob a ótica do cliente. “Saímos de uma visão de produtos, passamos por uma visão por processos e chegamos, hoje, à visão por cliente”, comemora Leal.
Além dos números
O movimento da Vonpar em direção à analise do impacto de aspectos operacionais no desempenho da companhia marca um novo momento das soluções de CPM. Apesar de pretenderem alterar as métricas usadas para avaliar a performance corporativa, os primeiros projetos estavam totalmente concentrados nos resultados financeiros. As ferramentas chegavam a cumprir o objetivo de dar mais agilidade à tomada de decisão – pois, em vez de relatórios trimestrais analisando o passado, traziam indicadores em tempo-real. Porém, ainda estavam longe de oferecer aos líderes corporativos os subsídios necessários para construir uma estratégia de longo prazo.
Hoje, a situação começa a mudar. Cada vez mais, as empresas têm incluído indicadores operacionais em seus planejamentos, o que permite mensurar o efeito de determinados processos e ações no cumprimento dos objetivos. E, mais do que isso, dão mais poder aos gestores de cada área, graças à tão sonhada distribuição da estratégia por toda a corporação.
A necessidade de incluir indicadores operacionais em suas análises levaram o Grupo Martins, atacadista com faturamento anual de aproximadamente dois bilhões de reais, a substituir as ferramentas desenvolvidas em casa por uma solução de mercado, fornecida pela Cognos. Vivaldo de Assis, gerente de custos e orçamento, conta que a realização de orçamentos matriciais – ou seja, que considerassem outros aspectos além dos financeiros – demandava muitos dados operacionais que a companhia não possuía.
Então, o primeiro passo do projeto, em outubro de 2004, foi a criação de um datawarehouse “parrudo”, nas palavras do executivo. Ao longo do ano seguinte, a empresa dedicou-se à adoção das funcionalidades de business intelligence e planejamento, e, mesmo com a iniciativa ainda em andamento, conseguiu aproveitar o novo sistema para a criação do orçamento 2006.
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