A forma de mensurar a saúde de uma empresa está mudando. E a tecnologia da informação tem tudo a ver com isso. Foi-se o tempo em que a única maneira de saber se uma companhia está tendo ou não sucesso era analisar seu balanço financeiro em busca de lucro ou prejuízo. Na era da transparência corporativa, analistas e acionistas querem saber mais do que isso – é decisivo adotar um planejamento de longo prazo, sustentável, com base em uma estratégia corporativa sólida. E, mais do que isso, é preciso cumpri-lo.
Entretanto, quem tem uma posição executiva e vivencia o dia-a-dia no comando de uma empresa sabe que tomar decisões hoje pensando na visão do que a companhia pretende ser daqui a alguns anos não é tão simples. Especialmente quando as pressões por resultados de curto prazo são cada vez mais incisivas.
Prova disso é que, de acordo com pesquisa realizada pela Symnetics, consultoria especializada em gestão de performance, ligada ao BSC Collaborative, 90% das empresas falham na implementação de suas estratégias. Rogério Caiubí, diretor da consultoria, esclarece que o fato não significa o fracasso da companhia, mas um gap entre o que foi pensado e o que foi realizado.
Garantir que cada uma de suas atitudes esteja alinhada ao planejamento estratégico da corporação e acompanhar o impacto das mesmas no atingimento de metas pré-estabelecidas é uma tarefa complexa. O que representa uma excelente oportunidade para a TI mostrar seu valor.
Surgidas há alguns anos como as sucessoras dos softwares de business inteligence, as ferramentas de gestão da performance corporativa – Corporate Performance Management (CPM), Business Performance Management (BPM) ou Enterprise Performance Management (EPM) – têm como premissa auxiliar na definição, na implementação e no acompanhamento de metas estratégicas. Ou seja, tornar menos árduo o trabalho de trazer para o cotidiano a visão traçada pela diretoria da corporação.
Tecnologia é complemento
Se a utilização de ferramentas de gestão de performance ajudam a realizar o que foi planejado pelas empresas, não está nas mãos de TI a decisão de mudar o modelo de gestão corporativa. Ao contrário, as soluções tecnológicas são, na maior parte dos casos, usadas para apoiar os processos depois que a mudança conceitual já foi consolidada.
Implementado no final de 2003, o conceito de Balanced Scorecard ajudou a Suzano Petroquímica a mensurar e acompanhar as diretrizes apontadas no planejamento estratégico. Mesmo utilizando planilhas e apresentações por um ano, a empresa estava satisfeita com os resultados.
A adoção da suíte Hyperion Performance Scorecard, no inicio de 2005, tornou mais simples a interação dos usuários. “Com a ferramenta, fica mais fácil ver as prioridades e os problemas”, comenta Edílson Teixeira, gerente da área de desempenho e processos da petroquímica. Talvez por isso, dos cerca de 50 usuários do aplicativo – entre os quais estão gerentes e diretores do alto-escalão da empresa –, 85,5% tiveram aceitação positiva da ferramenta.
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