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Tecnologia

ABC da SOA

Christopher Koch

Publicada em 17 de julho de 2006 às 00h00

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Às vezes, porém, o serviço simplesmente não é bem projetado. Ele não realiza operações suficientes para ser amplamente aplicável na empresa ou tenta realizar operações demais. Ou os desenvolvedores não levaram em conta que outros possam querer usar o serviço de maneiras diferentes. Para profissionais experientes no assunto, o dimensionamento adequado dos serviços —  também conhecido como granularidade — é tanto uma arte quanto uma ciência, e a má-granularidade pode reduzir drasticamente as possibilidades de reutilização. Pesquisas do Gartner estimam que apenas algo entre 10% e 40% dos serviços são reutilizados.
2. Aumentos de produtividade. Se os desenvolvedores reutilizam serviços, os projetos de software podem andar mais rápido e a mesma equipe de desenvolvimento pode trabalhar em mais projetos. A integração se torna mais barata (no mínimo 30%, de acordo com estimativas do Gartner) e mais rápida, eliminando alguns meses dos ciclos de desenvolvimento de novos projetos. Shadman Zafar, vice-presidente sênior para arquitetura e e-services da Verizon, diz que seu catálogo de serviços dispensou-o de montar uma equipe de projeto para o desenvolvimento de um processo de pedido de linha telefônica porque os serviços necessários para compor o processo já existiam. “Com integração ponto a ponto, teríamos uma equipe de projeto central criando a integração geral e equipes locais para cada um dos sistemas ao qual precisávamos integrar. Com o processo de pedido de linha telefônica, tínhamos uma única equipe focada quase que inteiramente em teste de uma ponta a outra”, explica. Isso poupa tempo e recursos e melhora a qualidade de novos aplicativos, porque o teste não é mais o último obstáculo de um processo de desenvolvimento de aplicativos exaustivo; ele é o foco.
3. Maior agilidade. Mesmo que os serviços não sejam reutilizados, podem agregar valor se facilitarem a modificação de sistemas de TI. Na ProFlowers.com, por exemplo, não existem aplicativos redundantes ou múltiplas unidades de negócio clamando por serviços. Mas, com a divisão do processo de pedido de flores em serviços discretos, cada componente pode ser isolado e modificado conforme o necessário para lidar com os picos de demanda que acontecem em datas festivas, segundo Kevin Hall, CIO da ProFlowers. Quando a ProFlowers tinha apenas um aplicativo monolítico encarregado do processo, uma única alteração no processo ou um crescimento do volume de transações (no dia dos namorados, por exemplo) exigia que o sistema inteiro fosse recriado.
No novo sistema, os servidores reagem aos picos de atividade durante cada fase do processo de pedido, transferindo capacidade para o serviço específico que está precisando mais dela. O sistema está muito mais previsível e não houve interrupções desde que o processo capacitado por serviço foi implantado, no início de 2002, de acordo com Hall. “Visto que podemos escalar horizontalmente [mais servidores] e verticalmente [dividindo os serviços], não tenho que comprar hardware de acordo com as cargas mais altas”, afirma.

Vantagens de uma estratégia SOA:
1. Melhor alinhamento com o negócio. A arquitetura orientada a serviços é o panorama geral de todos os processos e fluxos de negócio de uma empresa. Significa que o pessoal de negócio pode visualizar, pela primeira vez, como a empresa é construída em termos de tecnologia. Quando projetos de TI são apresentados em termos de atividades e processos de negócio e não na forma de aplicativos complexos, o pessoal de negócio pode apreciar e suportar melhor os projetos de TI. “Quando eu disse que tínhamos 18 versões de ‘verificação de crédito’ ligeiramente diferentes embutidas em aplicativos diferentes, em agências diferentes, os diretores das agências entenderam por que era problemático e apoiaram a criação de uma única versão que fosse usada por todos”, recorda Matt Miszewski, CIO para o estado de Wisconsin.
A visão grandiosa da SOA é que, quando TI capacitar plenamente para serviços os processos importantes de um negócio, o pessoal de negócio poderá assumir controle sobre modificar e mesclar os diferentes serviços em novas combinações de processo próprias. Mas esta visão ainda está a muitos anos de distância.
2. Uma maneira melhor de vender arquitetura para o negócio (e TI). Há tempos a arquitetura corporativa tem sido o conceito que não ousa dizer seu nome. Alguns CIOs chegam ao ponto de não usar o termo com os colegas por medo de assustá-los, perdê-los ou simplesmente entediá-los. Arquitetura corporativa sempre foi uma empreitada grande, complexa e cara. Seu ROI, com freqüência, é nebuloso para o negócio. Padronizar, mapear e controlar ativos de TI não torna o negócio claramente mais flexível, capaz ou lucrativo. Como resultado, os esforços de arquitetura de TI muitas vezes fracassam ou se tornam completamente centrados em TI. A arquitetura orientada a serviços proporciona o valor ao negócio que, na velha arquitetura corporativa, raramente passava de uma vaga promessa. Reutilização, maior produtividade e agilidade em TI e uma infra-estrutura de software ajustada para processos de negócio específicos são as iscas para vender uma iniciativa de arquitetura corporativa para o negócio. Mas lembre-se de que arquitetura não é para todos. Empresas pequenas ou empresas extremamente descentralizadas talvez não consigam justificar uma equipe centralizada de gerentes de projeto, arquitetos e desenvolvedores.

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raimundo - 12 Jun 2009, 09h07
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