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Opinião

Gerenciar ativos a partir de Analytics é possível

Uma análise eficaz (dos ativos tangíveis e intangíveis) pode trazer muitos benefícios para as companhias.

Daniel Lázaro *

Publicada em 29 de junho de 2012 às 08h33

Para desenvolver uma visão corporativa de analytics uma empresa deve ir além da integração de dados, análises combinadas ou construção de uma plataforma de TI. É preciso trabalhar analytics “fora dos limites comuns” e quebrar barreiras com uma visão holística da empresa.

Já pensou, por exemplo, em utilizar analytics na gestão de ativos? É possível. E uma análise eficaz (dos ativos tangíveis e intangíveis) pode trazer muitos benefícios para as companhias. Como exemplo, na gestão pública, a modernização e atualização da infraestrutura de Transmissão e Distribuição (T&D) – em áreas como gás e energia elétrica –  é sempre um dos grandes desafios, assim como o financiamento da compra de novos equipamentos para a operação, manutenção e depreciação dos ativos já existentes.

Isso significa dar um grande passo em direção a utilização de uma inteligência avançada, ou seja, perguntas como  “o que está acontecendo?” ou “o que aconteceu?” darão lugar aos seguintes questionamentos:  “Por que isso está acontecendo?”; "O que de melhor pode acontecer?”; e “o que vai acontecer?” – análises mais profundas e que podem apresentar resultados mais assertivos.

Na análise de ativos, o analytics também pode auxiliar a minimizar “perdas de conhecimento” quando os profissionais (ativo intangível) se aposentam ou deixam a empresa e levam as informações com eles.

Outro fator que pode colaborar com as decisões gerenciais é a melhoria na memória de computadores e aparelhos de banco de dados, que podem realizar análises até 3,6 mil vezes mais rápidas do que a base de dados tradicional, com grande potencial para gestão de ativos. Sofisticadas técnicas de compressão de dados – para armazenar informação, inclusive na memória primária, conhecida como Random Access Memory (RAM) – também são milhares de vezes mais rápidas do que os dispositivos de armazenamento padrão. Esse aumento de velocidade, por exemplo, resulta em melhorias de performance e na disponibilidade quase que instantânea das informações em tempo real.

Hoje, grande parte dos dados de serviços públicos necessários para uma gestão eficaz de ativos é distribuída por meio de inúmeras aplicações e é armazenada de forma isolada. Isso torna difícil uma visão unificada e, quando incompleta, essa abordagem comprova que as decisões são tomadas, muitas vezes, baseadas em informações insuficientes.

O resultado de uma análise avançada e mais profunda  é que o gerenciamento de ativos pode se tornar cada vez mais voltado a prever as deficiências do sistema. Assim, garantirá que as decisões sobre investimentos, manutenção e depreciação sejam mais acertadas e com menores riscos para as corporações, já que são baseadas em uma avaliação profunda de ativos detalhadas em nível de dados.

Isso pode trazer benefícios para os negócios como a redução do custo de manutenção de equipamentos e suporte, além de estender a vida útil dos ativos. Entregar dados consistes que auxiliam na tomada de decisões  pelos executivos e o ganho de eficiência em relação as conformidades legais, que facilita o financiamento para investimento em infraestrutura também são conquistas importantes, a partir de uma estratégia de analytics bem aplicada ao negócio.

 
(*) Daniel Lázaro é líder de Analytics da Accenture

 



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