
Para
desenvolver uma visão corporativa de analytics uma empresa deve ir além
da integração de dados, análises combinadas ou construção
de uma plataforma de TI. É preciso trabalhar analytics “fora dos limites
comuns” e quebrar barreiras com uma visão holística da empresa.
Já
pensou, por exemplo, em utilizar analytics na gestão de ativos? É
possível. E uma análise eficaz (dos ativos tangíveis e intangíveis)
pode trazer muitos benefícios para as companhias. Como exemplo, na
gestão pública, a modernização e atualização da infraestrutura de
Transmissão e Distribuição (T&D) – em áreas como gás e energia
elétrica – é sempre um dos grandes desafios, assim como o financiamento
da compra de novos equipamentos para a operação, manutenção e
depreciação dos ativos já existentes.
Isso
significa dar um grande passo em direção a utilização de uma
inteligência avançada, ou seja, perguntas como “o que está
acontecendo?”
ou “o que aconteceu?” darão lugar aos seguintes questionamentos: “Por
que isso está acontecendo?”; "O que de melhor pode acontecer?”; e “o que
vai acontecer?” – análises mais profundas e que podem apresentar
resultados mais assertivos.
Na
análise de ativos, o analytics também pode auxiliar a minimizar “perdas
de conhecimento” quando os profissionais (ativo intangível)
se aposentam ou deixam a empresa e levam as informações com eles.
Outro
fator que pode colaborar com as decisões gerenciais é a melhoria na
memória de computadores e aparelhos de banco de dados, que
podem realizar análises até 3,6 mil vezes mais rápidas do que a base de
dados tradicional, com grande potencial para gestão de ativos.
Sofisticadas técnicas de compressão de dados – para armazenar
informação, inclusive na memória primária, conhecida como Random
Access Memory (RAM) – também são milhares de
vezes mais rápidas do que os dispositivos de armazenamento padrão. Esse
aumento de velocidade, por exemplo, resulta em melhorias de performance e
na disponibilidade quase que instantânea
das informações em tempo real.
Hoje,
grande parte dos dados de serviços públicos necessários para uma gestão
eficaz de ativos é distribuída por meio de inúmeras aplicações
e é armazenada de forma isolada. Isso torna difícil uma visão unificada
e, quando incompleta, essa abordagem comprova que as decisões são
tomadas, muitas vezes, baseadas em informações insuficientes.
O resultado de uma análise avançada e mais profunda é que o
gerenciamento de ativos pode se tornar cada vez mais voltado a prever as
deficiências do sistema. Assim, garantirá que as decisões sobre
investimentos, manutenção e depreciação sejam mais acertadas
e com menores riscos para as corporações, já que são baseadas em uma
avaliação profunda de ativos detalhadas em
nível de dados.
Isso pode trazer benefícios para os negócios como a redução do custo de manutenção de equipamentos e suporte, além de estender a vida útil dos ativos. Entregar dados consistes que auxiliam na tomada de decisões pelos executivos e o ganho de eficiência em relação as conformidades legais, que facilita o financiamento para investimento em infraestrutura também são conquistas importantes, a partir de uma estratégia de analytics bem aplicada ao negócio.
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