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Opinião

Cloud computing: quais as revoluções esperadas

Toda grande mudança resulta em vencedores e perdedores e no caso da computação em nuvem as equipes de TI precisam estar preparadas para os dois cenários

Bernard Golden, da HyperStratus

Publicada em 11 de fevereiro de 2010 às 10h15

Toda revolução resulta em vencedores e perdedores. Sempre que ocorre uma grande ruptura ela vem acompanhada do caos, o qual acontece justamente porque as pessoas não conseguem discernir se aquele momento representará uma quebra de paradigma ou é apenas uma movimentação passageira.

No cenário de TI é exatamente isso que acontece agora em relação ao modelo de cloud computing (computação em nuvem): alguns acreditam que trata-se do padrão do futuro, enquanto outros apontam pontos fracos do modelo e defendem que se trata de mais um modismo da indústria.

Quando o assunto é cloud computing, no entanto, é possível garantir que a tendência veio mesmo para ficar e deve revolucionar o mercado. Mas não da forma como muitos acreditam, já que ainda há alguns gargalos a serem resolvidos.

Na minha visão, uma das principais revoluções provocadas pela computação em nuvem será a mudança no modelo operacional de TI.

A mágica prometida pelos prestadores de serviços em nuvem deve ser tentadora para os gestores de TI, na medida em que promete acelerar a disponibilização de dados e suprir as demandas das áreas de negócios, com redução de custos com a manutenção de hardware e sem contratos de longo prazo com os fornecedores.

Sim, essas vantagens realmente existem, mas outras questões devem ser consideradas antes da migração para “a nuvem”. Em primeiro lugar, os processos de negócios e as estruturas organizacionais devem ser alterados para suportar esse novo modelo de gestão automatizada.

Os benefícios do modelo de cloud computing são amplamente percebidos pelas áreas de negócio quando testados na companhia. De forma geral, os gestores notam que esse modelo é capaz de fornecer dados de forma mais ágil, o que tende a acelerar processos.

Além disso, não há a necessidade de ser um especialista para entender que qualquer CFO irá pressionar os executivos de TI ao saber que existe uma maneira mais econômica para realizar tarefas que hoje são realizadas internamente.

Do lado do CIO, fica o dilema: atender o negócio ou zelar por questões técnicas? Dependendo do segmento no qual a organização atua, a resposta de tal pergunta fica quase sempre no “meio do caminho”. Líderes de TI adotam a computação em nuvem, mas precisam buscar recursos externos para garantir questões regulatórias e de segurança, por exemplo.

Não há dúvida de que cloud computing é uma revolução. E nela há os que perdem e os que ganham.

Vencedores
Desenvolvedores de aplicativos – como o modelo é relativamente novo, nem sempre os fornecedores conseguirão suprir todas as necessidades dos clientes, sendo forçados a procurar ajuda externa para a criação de ferramentas para a customização do produto comercializado.

Equipe de TI – da mesma forma em que a adoção da computação em nuvem pode ser uma dor de cabeça para alguns funcionários de TI, também é uma vantagem, já que reduz o tempo que a equipe deve gastar com tarefas operacionais, aumento a disponibilidade para o pensamento estratégico.

Perdedores
Equipe de TI – na medida em que o controle dos dados sai do ambiente interno, os colaboradores das áreas de TI poderão ter suas funções descontinuadas.

Bernard Golden é CEO da consultoria de TI HyperStratus
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