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Opinião

CIOs devem aprender a lidar com priorização dos projetos

Apenas uma em cada dez organizações apresenta regras claras para analisar quais as iniciativas de TI devem ser priorizadas ou postergadas. O que cria uma dificuldade para os líderes da área

Anima Shrivastava

Publicada em 10 de agosto de 2009 às 14h54

Alinhar os objetivos do negócio às ações de TI e, então, priorizar a execução dos projetos estratégicos para a companhia ainda é um desafio para os gestores de tecnologia. Embora a tarefa pareça natural – e até óbvia – esses profissionais encontram dificuldades em criar mecanismos para estabelecer quais iniciativas devem ser implementadas primiro.

Hoje, apesar da dinâmica das organizações e do papel da TI - que busca reduzir custos operacionais e aumentar a produtividade dos negócios -, só uma em cada dez companhias possui políticas formais para decidir quais projetos devem ser postos em prática no curto, médio e longo prazos.

Processos estruturados de comparação entre as iniciativas dão aos líderes de tecnologia os subsídios necessários para que identifiquem quais projetos trarão mais valor à organização e classifiquem-nos como estratégicos, urgentes, obrigatórios e adiáveis.

Além disso, as políticas de análise da viabilidade de projetos acabam com questões particulares que, muitas vezes, influenciam as iniciativas corporativas. Entre os exemplos mais comuns, estão as opiniões dos gestores sobre determinada ação e os interesses pessoais envolvidos em tal implementação.

Por que esses processos não são comuns nas empresas? Simplesmente porque a maioria das lideranças não está interessada em colocá-los em prática. Para que essas iniciativas tenham sucesso, devem contar com o apoio dos altos comandantes das organizações, os quais precisam ser exemplos de conduta para os demais funcionários.

A classificação dos projetos deve ser revista constantemente e pressupõe a integração do gestor de TI com as outras áreas de negócio, com o intuito de entender as reais necessidades da organização como um todo e programar como o departamento de tecnologia pode contribuir.

Anima Shrivastava atua como consultora e evangelista de TI
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