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Opinião

Habilidade financeira pode ser diferencial para CIOs

A gestão eficaz do orçamento de TI pode ser uma das principais armas para driblar questões críticas, como o corte de pessoas ou fusões e aquisições

Albert R. Eng

Publicada em 01 de julho de 2009 às 09h05

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Ninguém espera que um líder de TI seja especialista em finanças, porém, é importante que esse profissional baseie seu trabalho em previsões financeiras confiáveis. Só com essa postura ele pode ter credibilidade junto aos outros executivos de negócio e diferenciar-se de boa parte dos CIOs, que tendem ainda a ser encarados como pessoas puramente técnicas.

Só por meio de uma gestão eficaz de custos do departamento de tecnologia o CIO consegue ter a flexibilidade necessária para dar respostas rápidas a ações corporativas, como a venda ou a aquisição de operações.

Isso faz com que a gestão eficaz do orçamento de TI seja uma das principais armas para sobreviver a questões críticas, como a necessidade de reduzir equipes ou preparar fusões e aquisições. Assim, os CIOs precisam estar preparados para explicar todo e qualquer custo operacional, defender os investimentos realizados e demonstrar como trouxeram resultados práticos ao negócio. Resumidamente, por meio dessa avaliação das entradas e saídas de recursos, o líder de TI estabelece uma visão quantitativa do valor da área na qual está inserido.

Como consultor estratégico, avaliei orçamentos de TI das mais diversas indústrias. Em muitos casos encontrei planejamentos financeiros tão fragmentados que seria impossível alinhar os detalhes do fluxo de caixa do departamento. Em outras ocasiões, deparei-me com estruturas tão centralizadas que confundiam qualquer administrador sobre a origem e as movimentações de despesas e receitas.

De acordo com essas experiências, garanto que não há nada mais frustrante para um investidor externo ou líder de negócios interno do que ter de rever um budget milionário de TI, entender todas as transações e tentar mensurar o valor corporativo do departamento. Por isso, é preciso que os CIOs tomem essa responsabilidade e passem a estruturar seus orçamentos para que gastos e receitas sejam facilmente identificados e compreendidos.


*Albert R. Eng atua como consultor estratégico de TI
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