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Opinião

Analistas respondem às três principais dúvidas dos CIOs

Entre as questões esclarecidas pelos especialistas estão as dificuldades com governança de TI, as formas como a tecnologia pode criar valor ao negócio e qual o papel dos arquitetos

Jeff Scott, Chris McClean e Jeff Scott

Publicada em 26 de junho de 2009 às 18h07

Após evento que reuniu CIOs e gestores de TI norte-americanos, a Forrester Research identificou as três principais dúvidas desses profissionais e que foram listadas a seguir - com as devidas respostas:

Como montar uma estratégia de governança de TI levando em conta todos os padrões jurídicos e de segurança?

Chris McClean, analista da Forrester Research: Desenvolver um modelo de governança é um processo extremamente complexo, especialmente se levarmos em consideração que as normas reguladoras bem como os padrões internacionais e as tecnologias utilizadas sofrem constantes mudanças. No entanto, como alternativa para tal questão, muitas equipes de TI optaram pelo desenvolvimento de plataformas de controle que documentam e avaliam as ações da companhia para identificar possíveis problemas de desempenho tecnológico.

Esse conjunto de mecanismos é integrado em sistemas bem detalhados, que controlam desde os fluxos críticos da empresa até as movimentações individuais dos colaboradores.  Além disso, mapeiam dados de acordo com normas de regulação do setor no qual a companhia atua e segundo determinações de segurança da informação, gerenciamento e mitigação de riscos.

A partir do estabelecimento de controle e documentação de processos a área de TI pode criar as políticas que resultarão em uma estratégia de governança. Quando mudanças regulatórias ou jurídicas que envolvem o negócio acontecerem, o líder de tecnologia já terá uma plataforma criada e apenas a adaptará às novas determinações. Vale ressaltar que esse conjunto de medidas deve ser revisto e melhorado constantemente.

Em vez de adaptar a TI às estratégias de negócio, é possível perguntar ao CEO e a outros membros do board o que esperam da área?

Jeff Scott, analista-sênior da Forrester Research: CIOs e CEOs devem conversar regularmente sobre as formas de criar valor à companhia por meio da TI. No entanto, o CEO não tem interesse em conhecer profundamente questões técnicas do departamento de tecnologia. Basicamente, seu interesse é de saber as respostas das seguintes questões:

1. Como a TI está ajudando a companhia a reduzir os custos operacionais?
2. Como a TI está trabalhando para criar novas formas de receita ou aumentar os ganhos atuais?
3. A TI, em si, está atuando de forma eficiente?
4. As tecnologias estão sendo gerenciadas de maneira apropriada?

Os arquitetos devem ser inseridos nos negócios como forma de otimizar os projetos de TI? Quais seriam os benefícios de uma iniciativa dessas?

Jeff Scott, analista-sênior da Forrester Research: Com certeza veremos arquitetos alocados nas áreas de TI e negócios. É claro que os níveis de atuação desses profissionais dependerão dos objetivos e do contexto no qual a empresa em questão estiver inserida, mas, independentemente disso, aposto que nos próximos anos a arquitetura de negócio - como conhecemos hoje - será divida em três novas estruturas.

A primeira delas, que deve ser voltada às operações da companhia, contará com arquitetos focados no desenvolvimento de infraestrutura capaz de suportar os novos desafios do negócio. Pela segunda divisão, arquitetos especializados em aplicações serão alocados na área de TI com o objetivo de criar soluções corporativas de maneira ágil. Já na última categoria, arquitetos de negócio integrarão o departamento de tecnologia para garantir o alinhamento do segmento com os objetivos estratégicos da empresa.

A alocação desses profissionais nas áreas de negócios geralmente beneficia a organização pois promove um modelo integrado de atuação e estabelece oficialmente o responsável por enxergar a operação globalmente.

Jeff Scott, Chris McClean e Jeff Scott são analistas da Forrester Research
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