A recessão da economia trouxe à luz uma velha questão para os CIOs: para ganhar visibilidade na organização é melhor cuidar de temas operacionais ou adotar uma postura mais estratégica?
Para os líderes de TI o atual cenário representa um grande desafio, já que eles precisam buscar formas de, a partir da tecnologia, melhorar a eficiência operacional da empresa, garantindo redução de custos e aumento da produtividade.
Ao mesmo tempo, a crise significa uma oportunidade nunca vista para que o CIO desenvolva a reputação de alguém estratégico para os resultados de negócio da organização. Para tanto, ele precisa ajudar a empresa a encontrar de transformar a pressão econômica em uma oportunidade da companhia aproveitar novos negócios, gerados pela mudança de comportamento dos clientes.
As empresas cometem um erro comum - mas primário - ao enxergar o CIO como o responsável apenas pelo departamento, serviços e orçamento de TI. Na verdade, esse profissional precisa ser visto como um membro do C-level (nível de decisores da organização) e que, na maioria dos casos, deve conciliar as atividades estratégicas com as operacionais.
Essa confusão em relação ao papel do líder de TI explica o fato de grande parte desses executivos se sentir desvalorizada por outros gestores da organização e pelo fato de não serem respeitados como estrategistas perdem a chance de liderar projetos estratégicos, ficando assim relegados a atividades do departamento de tecnologia da informação.
A recessão econômica representa um teste importantíssimo para os CIOs, pois eles precisam encontrar a verdadeira aspiração, seja ela para atividades operacionais ou estratégicas. Ou seja, chegou a hora do líder de TI se perguntar: eu prefiro continuar a conversar sobre gastos de TI, orçamentos, serviços e terceirização? Ou sou mais competente para discutir todos esses temas dentro de uma visão de para onde os clientes da organização estão caminhando e como os stackeholders (todos os públicos com os quais a empresa se relaciona) podem enxergar o máximo de valor para cada dólar que a companhia investe?
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