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4G terá competição nacional entre as quatro grandes operadoras

Claro, Vivo, TIM e Oi compraram licenças para explorar o novo serviço, que precisa entrar em operação em abril de 2013, com cobertura das cidades-sede da Copa do Mundo.

Edileuza Soares

Publicada em 13 de junho de 2012 às 11h16

O apetite das quatro grandes operadoras móveis, que atuam no Brasil, para a compra das faixas de 4G durante o leilão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que começou nesta terça-feira (12/06), em Brasília, sinalizou o começo de uma competição para entrega de banda larga móvel até cem vezes mais rápida que a 3G. Claro, Vivo TIM e Oi compraram licença nacional para explorar os novos serviços.

A Claro e a Vivo adquiriram os lotes mais valorizados por oferecem maior capacidade de banda (20+20 MHz), que segundo as operadoras, podem alcançar velocidades de até 100 Mbps. A operadora do grupo mexicano América Móvil pagou 844,5 milhões de reais pelo primeiro bloco dessa faixa, com ágio de 34,01% sobre 630,191 milhões de reais, preço mínimo estabelecido pela Anatel.

Já a companhia dos espanhóis, arrematou o segundo bloco das faixas de 4G com a mesma amplitude de banda das adquiridas pela Claro por 1.050 bilhão de reais, com aumento 66,62% sobre o preço inicial de 630,1 milhões de reais.

TIM e Oi levaram os lotes de 4G das subsfaixas de frequência de 10+10 MHz, que tinham preços mínimos de 315 milhões de reais. O grupo italiano deu lance de 340 mil reais, com ágio de 7,90% e a Oi desembolsará por pacote o equivalente 338,8 milhões de reais com acréscimo de 5% da oferta inicial.

Juntamente com a compra das faixas de 2,5 GHz para operar 4G, as quatro operadoras foram obrigadas a comprar também as frequências de 450 MHz, para levar internet e serviços de telefonia para áreas rurais carentes de infraestrutura de telecom.

Após a compra das freqüências, as quatro teles terão de correr para construção das novas redes dentro do prazo estabelecido pela Anatel. Pelos cronogramas, o serviço terá de entrar em operação até de 30 de abril de 2013, com cobertura inicialmente nas 12 cidades-sede da Copa do Mundo. As subsedes terão de contar com os serviços até 31 de dezembro de 2013.

Barreira dos terminais

Na avaliação de Eduardo Tude, presidente da consultoria Teleco, que monitora o mercado brasileiro de telecomunicações, Vivo e Claro demonstraram no leilão que são as que estão com maior capacidade para investimento em banda larga pela agressividade na compra das licenças mais valorizadas de 4G. Elas também estão implementando projetos de HSPA+, que é uma evolução das redes 3G.

Com o apetite das quatro operadoras, Tude observa o início de uma competição nacional em 4G e disputa por consumidores na área de dados para incremento da receita para compensar a queda de voz. Entretanto, ele afirma que a falta de terminais compatíveis com o serviço será uma barreira e que os planos serão mais focados na venda de modem.

Como o Brasil está entrando em 4G juntamente com o resto do mundo, há poucos modelos de smartphones compatíveis com o serviço. Em razão disso, o preço dos terminais é elevado. É uma situação bem diferente do início de 3G no mercado local. Por ter se atrasado, o País e se beneficiou da escala mundial de terminais. “Com 4G, as operadoras vão colocar as redes no ar mas terão de esperar os preços dos dispositivos baixarem”, diz Tude.

Durante a Copa do Mundo, nem todos visitantes estrangeiros que trouxerem terminais 4G vão poder acessar o serviço no Brasil. Alguns países como os Estados Unidos estão adotando a frequência de 700 MHz e o Brasil optou pela faixa de 2,5 GHz. A faixa de 700 MHz está alocada para as emissoras de TV e poderá ser destinada para telecomunicações somente depois de 2014.



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