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Maioria das empresas pretende ter uma loja de aplicativos móveis

Principais desafios são a segurança dos aparelhos, redução de custos e complexidade na criação dos softwares móveis, revela pesquisa da Symantec.

Paul Krill, InfoWorld/EUA

Publicada em 23 de fevereiro de 2012 às 10h30

A adoção de dispositivos móveis atingiu um marco no mundo corporativo, já que a maioria das empresas que participaram de uma pesquisa recente da Symantec sobre o desenvolvimento de aplicativos personalizados ou softwares móveis que já estão em uso na linha de produção.

Segundo o estudo solicitado pela Symantec, 71% das companhias estão discutindo o desenvolvimento de aplicativos personalizados para smartphones e tablets; 59% informaram que já utilizavam softwares móveis em sua linha de negócios e 66% das empresas disseram estar considerando o desenvolvimento de lojas de aplicativos para a distribuição de programas internos.

Os usuários estão migrando de aplicativos de mensagens para apps de linha de produção, disse Brian Duckering, gerente sênior do setor de mobilidade da Symantec. "Os aparelhos móveis estão se tornando realmente centrais para a produtividade", segundo Duckering. As empresas estão transitando da mera aceitação para reais ganhos de produtividade. Cerca de 73% das companhias que participaram do estudo apresentaram ganhos de produtividade por meio do uso de dispositivos móveis.

Mas metade dos entrevistados disseram que a computação móvel era algo bastante desafiador, e que a segurança continua a ser uma preocupação primordial. "Todo mundo está preocupado com os riscos", afirmou Duckering. As preocupações citadas foram quanto a dispositivos perdidos ou roubados, vazamento de dados, acesso não autorizado, e a propagação de malwares. Um incidente de violação em um único aparelho custaria 429 mil dólares, teoricamente, para uma empresa, incluindo despesas como multas regulamentares. O vazamento de dados para uma empresa de pequeno ou médio porte foi tabulado em 126 mil dólares.

Além da segurança, outras prioridades de TI referentes a iniciativas móveis incluem backup, redução de custo e complexidade.

As principais recomendações da pesquisa são disponibilizar amplamente, pensar estrategicamente, gerenciar de forma eficiente, aplicar de forma adequada, e assegurar de forma abrangente. O fenômeno BYOD (traga seu próprio dispositivo), também conhecido como consumerização, em que os funcionários utilizam seus dispositivo pessoais no trabalho, não era o foco principal da pesquisa, mas Duckering acredita que o BYOD está se proliferando. "As pessoas estão levando seus próprios dispositivos, sendo permitido ou não."

Realizada pela Applied Research, a pesquisa envolveu profissionais de TI em 6,275 organizações, abrangendo empresas de grande e médio porte em 43 países.



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