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Nomofobia, a doença de quem usa celular. Você tem?

Uma pesquisa da empresa SecurEnvoy, feita no Reino Unido, identificou que 66% da população sofre de nomofobia, ou medo de ficar sem contato via telefone celular. Mulheres têm mais medo que os homens, mas homens usam dois celulares

Silvia Bassi

Publicada em 22 de fevereiro de 2012 às 10h50

A doença foi identificada inicialmente em 2008. Os sintomas: ansiedade por não ver seu celular por perto, coração dispara só de pensar que pode ter perdido seu aparelho e geralmente carregar dois celulares para o caso de um falhar. Parece com você?  Pois se é o caso, você sofre de nomofobia, ou medo de ficar sem contato via celular. Mas você não está sozinho: pesquisa recente feita em 2012 pela empresa de segurança de senhas SecurEnvoy, identificou que 66% dos ingleses ativos profissionalmente hoje no Reino Unido sofre desse mal.

A pesquisa foi realizada com um grupo de mil profissionais e revelou ainda que, dos entrevistados, 41% optam por carregar dois ou mais aparelhos, para o caso de um deles falhar. Metade dos respondentes, 49%, é sensível à privacidade e declarou ficar irritado se um familiar ou parceiro olhar as mensagens e textos recebidos no aparelho. No entanto, 46% dos entrevistados declarou não usar nenhum tipo de senha ou proteção de dados no celular. 41% disseram usar a senha de quatro dígitos e só 10% dos ouvidos utiliza algum tipo de criptografia no aparelho.

O medo de perder o celular é maior entre as mulheres - 70% das entrevistadas - do que nos homens - 61% dos entrevistados. Mas são os homens os mais propensos a portar dois aparelhos (47% dos homens contra 36% das mulheres). Na distribuição por faixa etária, jovens de 10 a 24 anos são mais nomofóbicos (77% do total de entrevistados na idade) enquanto que 68% dos entrevistados com idade entre 25 e 34 anos foram identificados com sintomas da doença. E se você achava que dependência de celular é coisa de gerações mais novas, uma surpresa: o terceiro maior grupo de nomofóbicos está com idade acima de 55 anos.

“O primeiro estudo sobre nomofobia, realizado há quatro anos, revelou que 53% das pessoas sofria dessa condição e agora nosso estudo mostra que esse percentual cresceu para 66% no Reino Unido e não mostra sinais de que vai reduzir. A diferença é que em 2008 eram os homens os mais afetados, e agora são as mulheres. Eu me arriscaria a dizer, no entanto, que como são os homens os que mais carregam dois telefones, é talvez um jeito de amenizar o medo de ficar sem ele", diz Andy Kemshall, CTO (Chief Technology Officer) e co-fundador da SecurEnvoy CTO and co founder.

Um outro estudo, mencionado por Kemshall, identifica que em média as pessoas verificam seu telefone 34 vezes por dia, para evitar o risco de perde-lo.

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