Políticos tentando explicar o inexplicável já é “quase normal”, ainda que repugnante. Mas ver a transparência – primeiro princípio do Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa – ser ignorada por grandes marcas é, no mínimo, desalentador. Afinal, os exemplos (bons ou maus) vêm de cima.
Dois deles, vividos recentemente, mostram que algumas empresas ainda subestimam a capacidade do consumidor de ler nas entrelinhas.
1) O iPod quebra. A assistência técnica diz que não tem conserto, mas que a fábrica vende um novo “mais barato, à base de troca”. Como assim? Se o tal modelo nem vende mais nas lojas! “A Apple o fabrica só para esses casos”. Meio incrédulo, o consumidor concorda. Mas a realidade vem logo à tona. O tal equipamento “novo” só vem com três meses de garantia. Novo? À base de troca? Sem garantia total? Quem acredita nisso?
2) A NET vende um “pacotão-combo” (TV, banda larga e telefone com “franquia grátis” por três meses). Mas quando envia a fatura, o consumidor descobre que nem era franquia (porque não tem nenhum minuto disponível) e muito menos grátis (porque paga por qualquer minuto que usa). O contrato? Só entregam um mês depois do serviço contratado e instalado. A essa altura, todas as provas “saíram do ar”.
Não vejo a hora de encontrar os bons exemplos! Você conhece algum?