
Outro dia recebi um convite de uma empresa de recrutamento local para participar de um debate sobre a gestão da Geração Y e, ao aceitar a proposta, comecei a pensar em questões que julgo apropriadas para tal discussão. Antes de mais nada, resolvi definir quem seriam esses novos profissionais e cheguei à conclusão que, mais do que uma preocupação futura, eles já fazem parte da realidade das corporações.
Trabalho em uma empresa de software e posso garantir, com certeza, que grande parte do meu quadro de funcionários é proveniente da tal Geração Y (pessoas que nasceram entre 1977 e 1994) – e que isso não implica em diferentes ou específicas políticas de gestão corporativa.
Assim como todos os profissionais, esses novatos que estão entrando no mercado procuram por equilíbrio entre trabalho e vida pessoal; reconhecimento e satisfação nas tarefas que desempenham; motivação por meio de desafios e bom clima organizacional.
Até aí, tenho de admitir que não é nada diferente do que eu mesma espero de um emprego. Entretanto, mais do que em outras gerações, esses novos colaboradores têm grande necessidade de se sentirem envolvidos na companhia em que atuam.
Na última semana, recebi uma proposta para anunciar em um grande veículo de comunicação. Antes de tomar a decisão fiz questão de consultar todos os meus funcionários e, surpreendentemente, as opiniões que tive foram de grande valia. Além de me ajudar a resolver pelo melhor, a iniciativa de “conversar” com todo mundo gerou um aumento gigantesco da produção nos dias seguintes.
Eu sou parte de uma geração, convivo com outra no trabalho e ainda tenho de lidar com uma terceira – que é a do meu filho, de quatro anos. Com base nessas experiências, sinto-me segura em dizer que, independente da idade das pessoas a nossa volta, o mais importante é respeitá-las (efetivamente) e reconhecer seus valores. E essas são as diretrizes para a gestão de pessoas em qualquer tempo.
Compartilhe:

As informações não param de chegar. Como tomar as melhores decisões?