Mais uma vez utilizando a crise financeira mundial como pano de fundo, CIOs e analistas da Forrester Research discutiram, na última semana, as melhores práticas para implementar ações efetivamente inovadoras nas áreas de TI das companhias – com o objetivo de otimizar processos e gerar melhores resultados ao negócio.
O debate chegou a um resultado nada surpreendente: 77% dos executivos de tecnologia presentes afirmaram que estão cortando despesas em seus departamentos. Além disso, 50% dos participantes disseram que do budget restante após as reduções, apenas pequenas porcentagens serão alocadas em iniciativas para promover a inovação.
Nesse contexto, entretanto, a confusão entre os conceitos de inovação e invenção (de produtos ou de processos) gera a crença de que apenas idéias de cunho estratégico, estrutural e de resultados voltados ao longo prazo serão bem vistas pelos gestores.
Atualmente, no entanto, essas são as ações que tendem a nunca sair do papel. Executivos precisam e apostam em novidades para hoje, usadas como ferramentas com os objetivos de tirar a empresa da crise e fortalecê-la para o período de retomada da economia.
Assim, os CIOs têm como missão consultar todas as sugestões apresentadas por colaboradores, parceiros, executivos e clientes com a finalidade de separar as que serão descartadas daquelas que deverão passar por processos de maturação, desenvolvimento e aplicação no negócio.
Para isso, precisam tratar, inicialmente, toda novidade como parte do mesmo projeto de inovação, mudando apenas os processos de execução das ideias nas quais a companhia realmente acredita.
É difícil criar divisões prévias entre a inovação real e as ideias que em nada resultarão - quando gestores adotam processos para separá-las antes da avaliação, as companhias acabam perdendo oportunidades muito valiosas.
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