A
mudança de comportamento dos clientes e sua busca por experimentação
tem impacto nos mercados de todo o mundo. Desde a crise de 2008, muitas
companhias
vêm sofrendo com a opção dos clientes de mudarem seus fornecedores. A
instabilidade em todo o mundo colocou a prova a confiança dos
consumidores, com especial atenção para os segmentos de varejo e
finanças.
Para
os bancos o cenário é ainda mais desafiador, pois as pessoas têm fácil
acesso à informação sobre as opções disponíveis, com taxas e serviços
muitas
vezes similares. Nesse cenário, uma ferramenta estratégica é o
Analytics. A análise em tempo real e um histórico de dados e
informações permite aos bancos melhorar a eficiência, gerenciar riscos e
aumentar a receita, além de conhecer a fundo
cada estágio do ciclo de vida do cliente. Segundo um estudo da
Accenture, os bancos podem usar Analytics para:
- - Identificar os segmentos
de alto valor de mercado;
- - Personalizar as ofertas
de produtos para atender às necessidades dos clientes;
- - Realizar uma qualificação
dos clientes para serviços como empréstimos;
- - Recomendar novos produtos
de acordo com as circunstâncias dos clientes;
- - Estudar os canais de distribuição
para atender às preferências dos clientes.
O
resultado dessa combinação de fatores é um alto retorno financeiro com
clientes pré-qualificados para os produtos que eles querem ou precisam.
Além
disso, os bancos são capazes de oferecer produtos usando os canais de
preferência dos próprios clientes.
Os departamentos de marketing, canais, produtos e segmentos podem utilizar Analytics para praticamente todos os processos de Costumer Relationship
Management (CRM) dentro das instituições financeiras. Com essa
plataforma é possível trabalhar com agentes de crédito que identificam
oferta de produtos adequados ou adaptados, precisamente, para as
necessidades do cliente e usar a análise de pré-qualificação
desses clientes para realizar o empréstimo.
Analytics
também pode ajudar os bancos a detectar eventos críticos na vida de um
cliente, que podem indicar uma mudança de circunstâncias e a necessidade
por novos produtos ou serviços. Isso se estende para além do simples
perfil de estilo de vida. O objetivo é olhar para reais mudanças de
comportamento como uma promoção no emprego, o nascimento de uma criança
ou quando um filho deixa o lar para ir à faculdade,
ou ainda quando há um aporte atípico em uma conta corrente. Com essas
informações é possível realizar uma análise precisa da rentabilidade do
cliente e desenvolver um cruzamento de oportunidades eficiente.
Um
banco que utiliza uma abordagem convencional de CRM pode acabar
ignorando esses detalhes estratégicos ou não conseguir agir sobre eles,
assim, perder
informações valiosas que poderiam ser transformadas em oportunidades de
ofertas relevantes para os clientes. O fato é que para entender o
cliente não basta apenas classificá-lo como casado, 46 anos, com três
filhos e renda de R$ 6 mil por mês. É preciso conhecer
seus hábitos, acompanhar as mudanças da sua vida, antecipando suas
necessidades.
(*) Daniel Lázaro é gerente sênior para a prática de Analytics e Gestão da Informação da Accenture na
América Latina.
O artigo foi baseado no estudo da Accenture “Knowing the costumer: this time it’s personal”.