
De forma geral, quando se fala em smartphones corporativos, a maioria das empresas opta pelo uso do BlackBerry, da fabricante canadense Reseach in Motion (RIM). Os gestores de TI, no entanto, começam a perceber a importância de administrar múltiplos dispositivos, uma vez que muitos funcionários usam seus equipamentos pessoais para trabalhar.
Esse cenário cria um novo desafio para os responsáveis pela segurança da informação, que precisam criar políticas para a utilização de smartphones e para o controle do acesso do terminal do funcionário à rede corporativa.
A companhia de seguros de saúde UAB tem sentido esse problema na pele. De acordo com o chefe de segurança de dados da organização, Terrel Herzig, a chegada dos aparelhos como iPhone, iPad e Droid é inevitável. Segundo o profissional, médicos e outros integrantes da equipe da empresa esperam ir ao trabalho com os aparelhos e ter acesso ao sistema de dados da organização de forma natural. E quando não conseguem, os funcionários ligam para o departamento de TI para configurar os dispositivos.
O resultado são profissionais de TI confusos, que procuram o setor de segurança da rede. Uma situação que tornou-se tão corriqueira que obrigou a UAB a montar uma equipe para investigar se a empresa deve, ou não, abrir o acesso da rede para outros dispositivos, além do Blackberry, já autorizado. “Estamos orientando os funcionários para que não comprem novos aparelhos, enquanto tentamos descobrir como lidar com esses dispositivos”, afirma Herzig.
Apesar disso, a UAB já mostra avanços. Em uma primeira fase, a organização concluiu as configurações de segurança para permitir a entrada do iPad na rede. O equipamento da Apple pode acessar os sistemas de gestão.
"A nova geração de dispositivos tem funcionalidades desejadas pelos profissionais em geral", diz Herzig. Ainda segundo ele, o próximo desafio é permitir o uso do desktop remotamente via Droid.
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Como estar preparado para essa mudança?