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Gestão

Postura corporativa atrasa os projetos de TI Verde

Em debate no CIO Global Summit 2010, líderes da área de tecnologia apontaram que o alto custo dos equipamentos sustentáveis representa uma barreira para os projetos

CIO/Brasil

Publicada em 14 de maio de 2010 às 18h09

A falta de diretrizes corporativas ainda representa o grande impeditivo para os projetos de TI verde. Esta foi uma das conclusões da mesa redonda realizada durante o  CIO Global Summit 2010 - evento promovido de 11 a 15 de maio em Arraial D´Ajuda (BA) - e da qual participaram quatro CIOs: André Brasil, da indústria de autopeças Affinia, Oswaldo Poletto, da fabricante de eletrodomésticos Arno, Jedey Miranda, da Europ Assistance Brasil e Marcelo Tort, da CIO da Mondial Assistance Brasil.

Para Brasil, muitas empresas estão jogando para a TI a responsabilidade pelas decisões ligadas à sustentabilidade. "Mas isso precisa ser uma decisão corporativa", afirmou o CIO da Affinia. "A TI faz parte de um processo”, acrescentou. Na mesma linha, Poletto reforçou que as próprias empresas não estão dispostas a pagar mais caro por um produto ecologociamente correto e enfatizou:

“Afinal, as empresas precisam ter lucro”.

Uma das alternativas para que a TI adote uma postura sustentável está em buscar o apoio dos fornecedores para que eles ofereçam soluções sustentáveis, mas a preços adequados, enfatizou Miranda. "Também deveríamos pensar em como os prestadores de serviço poderiam colaborar com essa questão", pontuou o CIO da Europ.

Já Tort considerou que a TI verde ainda é mais uma teoria, do que uma prática adotada pelas organizações. Ainda de acordo com ele, uma série de iniciativas podem ser implementadas em curto prazo pela área de tecnologia - como consolidar data centers, buscar a otimização da impressão, entre outros. "Mais isso exige investimentos", citou o CIO, ao lembrar que a mudança ainda levará algum tempo para ser sentida nas organizações.

"Se analisarmos os dias de hoje, já existem muitos projetos considerados verdes em andamento, bem diferente do que acontecia há alguns anos", apontou Miranda. Ainda de acordo com ele, isso sinaliza que as empresas começaram a acordar para a importância do tema.

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