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Gestão

Redes sociais: a TI está atrasada no assunto

Especialistas alertam que os CIOs não estão preocupados em criar ações para controlar o uso desses ambientes, quando deveriam liderar campanhas de esclarecimento

Verônica Couto, especial para CIO Brasil

Publicada em 29 de março de 2010 às 08h00

Um número cada vez maior de profissionais faz uso das redes sociais no ambiente corporativo. Essa interação com o mundo exterior, muitas vezes realizada à revelia dos CIOs, exige uma nova postura das organizações no que diz respeito a processos e à segurança da informação. “É um movimento anárquico”, considera o sócio da consultoria PriceWaterhouseCoopers, Edgar D’Andrea, ao apontar o nascimento de muitas ações nas áreas de marketing e negócios. “E a TI está atrasada”, acredita David Reck, diretor da agência brasileira de comunicação digital Enken.

A ausência dos executivos de tecnologia da informação nas iniciativas, de acordo com D´Andrea, traz riscos ao desempenho e à segurança das organizações. O consultor não é contra as redes sociais, ao contrário. Para ele, ambientes como Orkut, Twitter, Facebook e LinkedIn vão promover um avanço no mercado e são instrumentos importantes para a coleta de informações, aproximação de parceiros e de consumidores e como forma de indicar caminhos para a melhoria de processos.

“As redes têm essa riqueza do cliente final”, reconhece o consultor. “Posso perceber pelos comentários dos consumidores que a embalagem do meu produto é uma maravilha do ponto de vista logístico, mas que não funciona para o usuário”, exemplifica D´Andrea. O problema, adverte o especialista, está na falta de percepção do impacto e do poder dessas ferramentas.

A advogada especializada em direito digital Patricia Peck, sócia-fundadora do escritório Patricia Peck Pinheiro, cita o caso de um executivo que, inadvertidamente, publicou na rede social críticas a um colega de trabalho responsável pela área de compras. No comentário, ele chamava o profissional de ‘sovina’ e o acusava de ‘negociar centavos’. O que, segundo a especialista, gerou transtornos com os fornecedores da empresa.

Outra situação clássica nos ambientes virtuais que pode criar problemas para a organização e para o profissional envolvido é quando alguém busca os grupos de discussão online para tirar dúvidas de vulnerabilidades técnicas. Ao expor o problema da empresa, a pessoa facilita o ataque de hackers, ao mesmo tempo em que pode ser demitido por justa causa, pelo fato de divulgar situações ocorridas dentro da companhia na internet.

O conteúdo completo dessa matéria pode ser acessado na edição impressa da CIO.

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