
No Brasil, apesar do grande volume de usuários das redes sociais – como LinkedIn, Orkut, Twitter e Facebook – o acesso a essas novas mídias no ambiente corporativo ainda é bastante restrito. Um recente estudo mundial realizado pela consultoria em recursos humanos Manpower mostra que, no País, a maioria das organizações (55%) proíbe que os profissionais entrem nesses sites por meio da rede corporativa.
Com o intuito de entender como os gestores de TI lidam com esse tema, a CIO ouviu seis líderes de tecnologia de empresas instaladas no País e que participam do grupo de discussões CIO Forum Brasil no LinkedIn. A seguir, acompanhe a resposta dos executivos e entenda como eles avaliam que o departamento de tecnologia deveria lidar com o acesso dos profissionais às redes sociais:
Daniel Vaz, CIO da Fosfértil
"Acredito que a TI deve liberar o acesso a esses sites somente quando determinado departamento justifique a real necessidade e que essas pessoas recebam treinamento/orientações de uso, inclusive até assinando um termo de compromisso/confidencialidade quando ele não existe no contrato de trabalho. Importante também é ter uma ferramenta que possibilite o registro das informações que transitam nesses sites, a fim de monitorar possíveis desvios que podem trazer riscos ao negócio."
Manoel Ribeiro, CIO do Grupo Marquise
"As ferramentas estão aí e fica mais difícil combatê-las. Então o caminho é tirar proveito e minimizar os riscos. A área de RH deve ser a primeira a tirar proveito dessas redes, pois elas se tornaram ferramentas de recolocação de profissionais.
Outra iniciativa importante é investir forte em treinamento com os usuários, deixando claro os riscos e desenvolvendo um modelo de postura ideal no uso da ferramenta."
Fabio Salvatore, gerente de infraestrutura de TI da Cotia Trading
"Acho que depende do negócio. Se você trabalha em jornal, revista ou agência de publicidade, com certeza deve ter acesso e estar acompanhando o máximo possível. Se trabalha em uma empresa que desenvolve algum produto, que vende um serviço ou lida com informações confidenciais, o risco é grande. Até porque muitos ainda não possuem maturidade para usar redes sociais em casa, ainda mais em ambiente corporativo.
Um clique pode colocar toda a rede corporativa em risco. O melhor é avaliar a real necessidade, conscientizar e investir em ferramentas para aumentar o nível de segurança. Isso sem entrar no mérito da perda de produtividade."
Ovidio Dias, gerente de TI da Rodobens
"O perfil do usuário deve ser avaliado, pois nem todos numa organização precisam ter acesso às redes sociais. O vazamento de informações pode se dar por outros meios, como o pen drive e e-mail por exemplo.
O importante é a criação de políticas, constante conscientização e monitoramento. Proibir seria nadar contra a maré, pois estamos convivendo com uma geração nova e que tem uma vida virtual muito ativa."
Fabio Santos, gerente de TI e operações da Cencosud Brasil
"Acredito que as empresas devam aprender rapidamente a conviver com essa nova realidade e buscar formas de fazer novos negócios a partir dessa convivência."
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