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Gestão

Gestores tiram proveito das pequenas consultorias de tecnologia

Essas prestadoras de serviço podem representar custos menores e mais flexibilidade para o CIO, no entanto, não apresentam a credibilidade necessária para o CFO e estão menos preparadas a lidar com riscos

CIO/EUA

Publicada em 01 de março de 2010 às 09h10

A crise econômica deflagrada no segundo semestre de 2008 impactou o setor de serviços de terceirização de TI.  Pressionados por uma redução de receitas - gerada pela renegociação de contratos e o encerramento de  - muitas consultorias ou braços de outsourcing de grandes fornecedores foram obrigados a reduzir as equipes. O que fez com que muitos dos consultores desempregados montassem suas próprias empresas.

Para os CIOs, além de uma maior gama de fornecedores, isso representa a possibilidade de contratar serviços por até metade do preço praticado pelos players tradicionais do setor, mas com a mesma qualidade do profissional responsável. O desafio para o gestor de TI, no entanto, é entender quando realmente essas consultorias menores representam a melhor opção.

As consultorias de pequeno porte oferecem preços mais acessíveis por diversos motivos. Elas trabalham geralmente de forma exclusiva, atendendo poucos clientes simultaneamente, evitando assim os custos das viagens quase diárias de consultores das grandes empresas. Além disso, têm um limite de horas a trabalhar por semana bem menor do que as concorrentes maiores, já que não possuem equipes grandes.

O preço dos serviços de consultorias independentes podem ser bem vantajosos mas não são o único ponto positivos desses prestadores de serviço. Como oferecem atendimento personalizado e têm estrutura menor, essas pequenas empresas podem adaptar seus processos à rotina do cliente – o que gera uma grande vantagem competitiva em relação àquelas que impõem diversas condições para a prestação de serviços.

“Trabalhar com um consultor independente também gera mais confiança no cliente, na medida em que tem certeza de que a pessoa contratada realmente é aquela que atuará no projeto em questão”, afirma a diretora de pesquisa em serviços de TI e outsourcing da consultoria Gartner, Susan Tan.

Ela faz referência à prática comum das grandes consultorias de alocar os profissionais mais experientes apenas nas primeiras semanas dos projetos, deixando-os depois de um certo tempo sob a responsabilidade de consultores iniciantes.

Vantagem das grandes

No entanto, firmar parceria com as empresas mais conhecidas também tem suas vantagens. Do ponto de vista do cliente, a credibilidade e a marca são muito importantes na contratação. Além disso, se precisar da realização de uma grande iniciativa em poucos dias, por exemplo, teria disponível uma equipe de consultores imediatamente – algo que levaria pelo menos duas semanas no caso das consultorias independentes.

Outro ponto positivo das empresas já consolidadas é que inspiram a confiança de CEOs e CFOs na hora de submeter um contrato de serviços à aprovação. Isso porque, os executivos fora da área de TI terão a ideia de que se um consultor independente cometer algum erro, o cliente é quem arcará com as conseqüências. Ao passo que se uma grande e conhecida consultoria falhar, certamente arcará com as implicações disso.

A verdade, segundo Susan, é que o gestor de TI precisa equilibrar os pós e os contras de cada categoria. “As pequenas têm a vantagem de exigir menor investimento do cliente, enquanto as grandes podem garantir mais escala de atuação”, diz ela, que conclui: “Cabe ao CIO analisar e decidir qual modelo é mais vantajoso à sua empresa naquele momento.”

Stephanie Overby, da CIO/EUA
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