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Gestão

Vazamento de dados por ex-funcionários preocupa 75% dos CIOs

O estudo realizado pela Ernst & Young mostra que 50% dos entrevistados estão gastando mais com segurança e 41% das empresas notaram aumento nos ataques externos aos sistemas

Andrea Giardino, da Computerworld

Publicada em 08 de fevereiro de 2010 às 10h15

A crise deixou algumas marcas para as empresas. Entre elas está a maior preocupação com a possibilidade de vazamento de informações e roubo de dados por funcionários que foram demitidos ao longo de 2009. A constatação faz parte de um estudo anual sobre segurança da informação da empresa de consultoria e auditoria Ernst & Young. “O medo de represálias de ex-funcionários contra seus empregadores atinge 75% dos gerentes de TI ouvidos”, afirma o sócio da companhia no Brasil, Alberto Fávero.

A pesquisa, realizada com 1,9 mil empresários e diretores de mais de 60 países, inclusive do Brasil, mostra que 42% estão trabalhando para entender melhor os potenciais riscos que essa situação traz e 26% já estão tomando atitudes que possam minimizar as ameaças.

“Ao contrário de pesquisas passadas, em que a preocupação era com políticas de compliance para garantir os processos de governança, as empresas temem que seus dados confidenciais sejam levados embora”,  explica Fávero. Isso porque, segundo ele, muitos profissionais dispensados ocupavam cargos estratégicos. Além disso, os sistemas são vulneráveis e os mecanismos de monitoramento pouco eficazes.

O estudo apontou ainda que 50% dos entrevistados vêm gastando mais com segurança, 39% disseram estar com orçamentos iguais e apenas 5% vêm gastando menos com o tema. Os investimentos maiores são reflexo do número de ataques. Prova disso é que 41% das empresas ouvidas notaram um aumento nos ataques externos em seus sistemas e 25% observaram aumento em problemas de origem interna – aqueles provocados por seus próprios funcionários, como abuso de privilégios e roubo e venda de informação.

"Em momentos de crise, qualquer pessoa que está sob pressão acaba tendo atitudes de retaliação", ressalta Fávero. O que, na sua opinião, exige um cuidado maior com o comportamento dos funcionários e terceiros que interagem com sistemas da empresa, porque é aí que o vazamento das informações acontecem.

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