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Gestão

CIOs estão prontos para o software como serviço, mostra estudo

Segundo a IDC, os gestores de TI acreditam que por muito tempo foram forçados a comprar mais aplicativos do que realmente precisavam e agora tendem a optar por contratos flexíveis

CIO/EUA

Publicada em 09 de fevereiro de 2010 às 08h00

Em busca da redução contínua de despesas operacionais e cansados de arcar com custos que ultrapassam em muito os níveis de utilização dos softwares corporativos, os líderes de TI de todo o mundo tendem a cada vez mais  buscar fornecedores que atuem com a oferta de aplicações sob demanda e na qual só pagam pelo que foi efetivamente utilizado. A constatação faz parte de um estudo global realizado pela consultoria IDC.

Baseado em entrevistas com CIOs, o estudo aponta que a maior parte desses executivos enxerga a contratação do software como serviço - ou SaaS (Software as a Service), em inglês - como uma forma de gerenciar melhor os custos de tecnologia nas corporações. “Os diretores de TI acreditam que por muito tempo foram forçados a comprar mais softwares do que realmente precisavam, justamente por não existir outras opções”, afirma a analista da IDC e condutora do estudo, Amy Konary.

Por outro lado, a especialista explica que os fornecedores certamente resistirão o quanto puderem antes de mudar seus moldes de negócio, já que ainda não dominam o padrão de software como serviço e temem que o modelo gere uma perda de receita considerável em seus caixas.

Nesse sentido, Amy explica que com as ofertas baseadas no conceito de “pagar pelo uso”, os fornecedores deverão fazer muito mais do que estão habituados para garantir a satisfação dos clientes, os quais não estarão ligados a eles por contratos inflexíveis e que preveem um pacote fixo de serviços.

Amy compara o período atual vivenciado pelo setor de software corporativo com o cenário vivenciado no setor musical. “Antes, os clientes eram obrigados a comprar CDs inteiros se quisessem ouvir uma música”, explica a especialista, que complementa: “No entanto, com a pirataria a indústria fonográfica teve de disponibilizar faixas individuais para comercialização, o que diminuiu sua margem de lucros e a fez buscar novas fontes de receitas.” 

De acordo com a especialista, os CIOs podem esperar que o mesmo aconteça com os fornecedores de software, os quais deverão flexibilizar suas ofertas e, principalmente, cobrar valores mais justos pela oferta das soluções.

Eric Lai

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