
O CIO da operadora norte-americana de planos de saúde American Medical Association (AMA), Jack MacKay, admite que estava reticente com as redes sociais. No entanto, ao ver tantas pessoas e veículos de comunicação discutindo sobre os sites de relacionamento, o executivo resolveu cadastrar-se no Facebook, LinkedIn e Twitter, ao menos para saber do que se tratavam as ferramentas.
O resultado da investida, segundo ele, foi ter mais dificuldade ainda para lidar com as redes sociais. “Veja o exemplo do Twitter, nós não temos produtos para ficar anunciando por meio dessa ferramenta”, diz MacKay, que complementa: “E, como atuamos na área de saúde, se quisermos saber o que falam de nós, é só abrir os jornais diariamente.”
Além disso, o executivo destaca a falta de tempo para gerenciar atualizações dos seus perfis. “Não consigo olhar os sites em que estou cadastrado todos os dias e sei que esse é um pré-requisito das redes sociais”, afirma ele, ao explicar que sabe da importância dessas novas mídias para os negócios e garante que tentará melhorar a forma de gerenciá-las.
Por outro lado, há gestores como o CIO da fabricante de materiais de construção Martin Marietta Materials, Chuck Musciano, que viraram verdadeiros escravos das redes sociais. Musciano acessa o Twitter diversas vezes por dia – tanto seu perfil pessoal quanto o profissional –, mantém um blog e conecta-se com amigos e colegas de profissão por meio do Facebook e LinkedIn.
A popularidade das redes sociais aumentou no meio corporativo. E enquanto alguns executivos incorporam amplamente essas ferramentas ao dia a dia, outros ficam hesitantes com as novidades. Mas qualquer profissional que adere às novas mídias, com mais ou menos intensidade, precisa ter em mente a necessidade de gerenciar o próprio tempo para equilibrar a produtividade no trabalho com a atualização das informações online.
O especialista em produtividade Matthew Cornell entende o motivo por que tantos executivos estão assustados com a popularização de ferramentas como Twitter, Facebook e LinkedIn. “Quando esse gestor cria uma conta, está assumindo um compromisso consigo mesmo de manter-se ligado àquela fonte de informação”, analisa ele, que complementa: “E essa obrigação gera mais pressão ainda.”
Cornell declara que sentir-se “fora” dessa onda das mídias sociais pode ser igualmente problemático e, por isso, aconselha que os líderes organizacionais limitem formalmente o tempo que passarão atualizando suas contas nessas redes. “E, quando digo limitar, quero dar a entender que os executivos devem reservar uma parcela do dia para tal tarefa, assim como fazem com reuniões, telefonemas e outros compromissos”, afirma o especialista.
Para aqueles que estão esforçando-se para entender o valor da Web 2.0, Cornell recomenda que tratem a iniciativa exatamente como um experimento mesmo. “Identifique métricas para saber se a participação está dando resultados ou não e para saber se tanto esforço para gerenciar tempo tem valor.”
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