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Gestão

TI preenche lacuna de produtividade gerada por cortes de equipes

Um levantamento realizado no terceiro trimestre de 2009 mostra que a capacidade produtiva dos profissionais norte-americanos cresceu 6,6% e esse número deve-se, principalmente, à utilização da tecnologia

CIO/EUA

Publicada em 03 de novembro de 2009 às 16h44

Com a crise econômica deflagrada no segundo semestre de 2008, empresas foram obrigadas a apertar os cintos e a cortar todos os custos possíveis. Como reflexo direto, muitas organizações tiveram de reduzir equipes. E, ao que tudo indica, boa parte das posições eliminadas não devem ser repostas. Por quê? Em boa parte por conta da utilização dos recursos de TI. A recessão, forçou as organizações a realizarem o objetivo final das áreas de sistemas e de tecnologia da informação: melhorar a produtividade das empresas.

Segundo dados do departamento norte-americano do trabalho, até o terceiro trimestre de 2009 a produtividade dos profissionais que atuam nos Estados Unidos tinha crescido 6,6% em relação ao ano anterior. Em comunicado, o órgão informou que "a taxa registrada no período é a mais alta desde 2003."

Além disso, um recente relatório realizado pelo Economic Policy Institute - grupo de estudos norte-americano que reúne economistas e pesquisadores - aponta que a recessão tende a acelerar a adoção de tecnologias por parte das empresas. E o reflexo direto desse cenário é a valorização de ferramentas voltadas a dar mais inteligência aos negócios, como ERP (sistema de gestão de recursos, do inglês), CRM (sistema de gestão do relacionamento com o consumidor, do inglês) e BI (business intelligence).

Ainda na mesma linha, o professor de gestão do MIT (Massachusetts Institute of Technology), Erik Brynjolfsson, defende que as ferramentas e soluções tecnológicas tendem a ser uma saída para estimular a inovação nas empresas no pós-crise. Para justificar sua visão, ele cita que essas soluções permitem aos usuários testarem novas ideias e acelerarem a criação de produtos, serviços e processos.

O resultado dessa realidade, para o pesquisador do Centro de Negócios Digitais do MIT, Michael Schrage, é que, nos próximos meses, as iniciativas inovadoras tendem a acontecer em menos tempo do que o esperado. "Mesmo que os projetos de inovação sejam realizados com custos menores e com a participação de  menos colaboradores, os resultados continuarão positivos graças à evolução tecnológica das organizações", diz o especialista.

E se a substituição de pessoas por soluções tecnológicas mostra-se vantajosa para as empresas, ela gera consequencias ruins para os profissionais. Estes últimos, cada vez menos terão chances de aplicar seus conhecimentos e gerar resultados por meio de habilidades que, até pouco tempo atrás, eram valorizadas.


Thomas Wailgum é editor-chefe da CIO/EUA
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