
Os departamentos de TI vivem uma realidade comum: precisam equilibrar o aumento das demandas com equipes enxutas. Pior do que isso, quando querem contratar novos profissionais deparam-se com a falta de pessoas capacitadas. Para o diretor de pesquisa da consultoria Deloitte, Jeff Schwartz, essa realidade única da área de tecnologia exige que o CIO tenha a independência necessária para criar sua política de gestão das equipes.
A principal preocupação do gestor da área de tecnologia, defende Schwartz, deve ser conseguir uma autonomia para escolher e contratar os profissionais mais indicados para uma determinada posição, sem ter de passar pelo crivo da área de recursos humanos e por todos os processos burocráticos da organização. “O CIO é quem trabalhará diretamente com o contratado, por isso, nada mais justo do que ele próprio selecionar o aspirante a funcionário”, afirma o diretor.
Essas mudanças são necessárias para que o departamento de tecnologia consiga atingir seu máximo potencial. “Isso se dá por meio das pessoas, conforme mostra nossa pesquisa”, diz Schwartz. O estudo ao qual ele se refere foi realizado pela Deloitte e ouviu 306 decisores de TI e executivos das áreas de negócios. Uma das conclusões do levantamento é que a falta de candidatos qualificados na área de tecnologia representa uma das grandes barreiras que as organizações enfrentam hoje para voltar a crescer.
Além dos 51% dos participantes que confirmam que o crescimento corporativo tem sido prejudicado pela dificuldade de encontrar talentos no departamento de tecnologia, 50% dos entrevistados disseram que essa falta de pessoal também diminui a capacidade de inovação.
Em resposta a esses problemas, 47% dos profissionais ouvidos para o estudo afirmaram que planejam (no caso dos CIOs) ou concordam com (executivos de negócio) aumentar o quadro de funcionários de TI em 5% nos próximos cinco anos. Para tanto, Schwartz defende que as empresas terão de elaborar novas políticas de seleção e, principalmente, retenção de talentos. “É preciso dar motivos que extrapolem os benefícios financeiros para que os funcionários permaneçam na equipe”, ressalta o especialista.
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