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Gestão

Como o CIO pode controlar o uso da Web 2.0 nas organizações

Consultor afirma que aproximadamente 15% das empresas brasileiras já perceberam que o bloqueio de acesso a determinados sites não garante a segurança das informações corporativas. Mas 50% das organizações ainda restringem a navegação

Patrícia Lisboa, repórter da CIO

Publicada em 20 de agosto de 2009 às 09h05

A utilização das ferramentas colaborativas da internet - proporcionadas pela Web 2.0 - já é uma realidade para as organizações. No entanto, muitas empresas ainda têm dificuldades em gerenciar o acesso de seus funcionários às ferramentas de colaboração. De olho nessa situação, o consultor-sênior da consultoria em TI TGT Consult, Waldir Arevolo, afirma que os gestores da área de tecnologia da informação devem liderar iniciativas que tenham como objetivo a regulamentação da utilização de ferramentas colaborativas no ambiente corporativo.

Segundo o especialista, ao gerenciar o uso dos recursos colaborativos da Web 2.0, o CIO tem a chance de mostrar como ações do departamento de tecnologia podem impactar nos resultados das demais áreas de negócios. “Ao esclarecer como o acesso às redes sociais, por exemplo, pode gerar benefícios às áreas de marketing, vendas e relacionamento com o cliente, o líder de TI demonstra que é, sim, um executivo de negócios”, ressalta Arevolo.

Ele destaca que o desafio do líder de TI nesse contexto é desenvolver mecanismos para que a presença da companhia em redes sociais e a utilização de outras ferramentas da Web 2.0 sejam encaradas como fontes de informações necessárias à inteligência do negócio. “O gestor de tecnologia precisa mostrar como a empresa pode explorar a internet para monitorar concorrentes, aproximar-se dos clientes e, até, de seus próprios funcionários”, diz o consultor.

Arevolo reforça que, hoje, aproximadamente 15% das empresas brasileiras já perceberam que o bloqueio de acesso a determinados domínios não garante a segurança das informações corporativas e, por isso, investem na criação de políticas para conscientizar seus usuários sobre o comportamento que devem ter na rede. “No entanto, 50% das organizações nacionais (incluindo pequenos, médios e grandes negócios) ainda restringem o acesso de seus colaboradores à internet”, conclui ele.


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