
As redes sociais deixaram o status de promessa e viraram uma realidade. De acordo com levantamento feito pelo instituto de pesquisa IBOPE/NetRatings, somente no Brasil essas comunidades são acessadas por cerca de 20,6 milhões de pessoas. E, enquanto localmente os usuários finais dominam o tráfego na web 2.0, empresas nacionais ainda enfrentam barreiras técnicas e gerenciais para implementar suas próprias ferramentas de colaboração.
De olho nessas dificuldades, seguem histórias de sucesso de empresas norte-americanas que experimentaram a adaptação das redes sociais ao ambiente corporativo e hoje já colhem os resultados positivos da iniciativa. Os CIOs de companhias como a empresa de embalagens plásticas Silgan Plastics, a fabricante de produtos eletroeletrônicos Sony Eletronics e a rede de escritórios de advocacia Stinson Morrison Hecker contam como superaram os desafios para alcançar tais objetivos.
Rick Meuser – diretor de TI da Silgan Plastics
“A estratégia adotada por nós foi liberar a utilização do comunicador instantâneo da Microsoft aos mais de 1.100 colaboradores da companhia sem, ao menos, avisá-los de que a ferramenta estava disponível. A ideia era sentir como seria a adoção da aplicação sem os esforços motivacionais da organização.
Para surpresa de todos, em alguns meses, praticamente metade dos funcionários já utilizava o comunicador como forma de manter contato com suas equipes. Na medida em que corria nos corredores da empresa a informação sobre os benefícios da ferramenta, aqueles que não a adotaram no primeiro momento passaram a reavaliar suas posições. A adoção da novidade aumentava diariamente.
Foi então que nós, da área de TI, decidimos formular políticas de segurança para a utilização do comunicador e passamos a publicar comunicados explicativos aos colaboradores. Como forma de aproveitar o entusiasmo dos times com a novidade, passamos a pedir que alguns usuários testassem também a aplicação Share Point My Sites (solução de colaboração da Microsoft) – a qual deve substituir, em breve, nossa intranet, facilitando a comunicação entre as diversas unidades de negócios.”
Drew Martin – CIO e vice-presidente sênior da Sony Eletronics
“Ao observar que muitos de nossos funcionários já utilizavam as redes sociais para comunicar-se entre si, percebemos que o mesmo deveria estar acontecendo com os consumidores e, por isso, decidimos criar uma estratégia voltada à Web 2.0.
Inicialmente, o plano de colaboração contemplava um blog corporativo, o qual tinha o intuito de ser um canal de comunicação entre os clientes e a organização. No entanto, em vez da troca de informações entre o público e a companhia, percebemos que os consumidores estavam interessados, mesmo, em dados sobre os produtos.
Assim, complementamos o blog com uma função de rede social, pela qual os clientes podem manter contato com a empresa e, também, com outros consumidores – sem nossa interferência. Além disso, percebemos que seria importante estar presente em outras comunidades virtuais e, a partir de então, passamos a estabelecer presença no YouTubr, Twitter, Flickr, entre outros.”
Athelene Gieseman, CIO da Stinson Morrison Hecker
“A web 2.0 requer mudanças na experiência que o usuário tem quando está conectado e isso, certamente, gera preocupação na área de TI. Alguns de nossos advogados já utilizavam as redes sociais para assuntos pessoais e, mesmo sabendo de possíveis problemas relativos à confidencialidade de informações, cobravam da empresa medidas para que as mesmas ferramentas pudessem ser usadas profissionalmente.
Em ocasiões como essa, não importa o quanto já foi lido sobre segurança e privacidade na internet, nem tampouco em relação às soluções colaborativas. Só conseguimos mensurar o impacto que essas ferramentas possuem quando passamos a, efetivamente, utilizá-las na rotina profissional.
Foi isso o que fizemos: liberamos acesso e utilização das redes sociais para fins profissionais na organização. Para tanto, a equipe de TI elaborou um guia com as melhores práticas de proteção de informações e ainda analisa outros aspectos que deverão tornar-se regras.
Um problema recorrente é que alguns colaboradores possuem mais de um perfil no Facebook para poder fazer algumas coisas de forma anônima. Enquanto só mantêm contato com relacionamentos pessoais, tudo bem, mas quando a rede passa a ser profissional também é preciso controlar algumas atitudes – e é nisso que estamos trabalhando agora.”
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