
A palavra inovação foi introduzida no contexto empresarial em 1939 pelo austríaco Joseph Schumpeter, criador da Teoria do Desenvolvimento Econômico. Ele defendia que as rupturas nos paradigmas tradicionais em relação a produtos, processos ou mercados ajudam a desencadear os ciclos de crescimento da economia.
Passados 70 anos da publicação da teoria de Schumpeter, o termo inovação deixou de ser tratado apenas na esfera da macroeconomia para transformar-se em uma das bases atuais da administração empresarial. Como reflexo direto, a inovação entrou para a lista de atribuições dos principais executivos da organização, em especial, dos líderes de TI. O que aumenta a responsabilidade dos profissionais e divide opiniões, na medida em que questiona-se se o CIO deve arcar, sozinho, com essa missão.
Os dilemas em torno da inovação, contudo, antecedem os debates sobre quem deve responder pelo tema. O primeiro e mais grave problema em relação ao assunto está na confusão que os profissionais ainda fazem quanto ao tênue limite que separa o projeto inovador de uma simples invenção ou ainda de uma melhoria de processos.
“Para ser caracterizado como inovação, um projeto deve trazer receitas inéditas para a organização, sejam elas provenientes do aumento das vendas, ganho de participação no mercado ou valorização da marca”, define o professor de estratégia da Fundação Dom Cabral (FDC) – entidade que atua no desenvolvimento de executivos –, Luis Augusto Lobão.
A origem das ideias serve como um bom referencial para analisar se elas contemplam algo realmente inovador, de acordo com Moyses Simantob, co-fundador do Fórum de Inovação, criado a partir de uma associação entre a Fundação Getúlio Vargas (FGV) e empresas privadas. “De forma geral, os projetos que nascem de análises dos concorrentes ou de reuniões voltadas a criar novidades (brainstorms) tendem a ser simples invenções”, detalha Simantob.
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