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Gestão

Cloud computing demanda novas políticas de contingência

Com o modelo de computação em nuvem, as empresas precisam criar um plano alternativo para garantir o backup das informações armazenadas e a manutenção do link de comunicação com o provedor de serviços, mesmo no caso de incidentes

Rodrigo Afonso, da COMPUTERWORLD

Publicada em 27 de julho de 2009 às 11h17

Atualmente, boa parte das discussões em torno dos riscos associados à computação em nuvem (do inglês, cloud computing) - modelo de entrega de soluções e sistemas hospedados em fornecedores terceiros - ainda está concentrada na questão da segurança da informação. Apesar disso, a discussão em torno dos riscos muitas vezes ignora a importância de criar planos de contingência. Estes últimos, voltados a garantir confiabilidade e a certeza de que os negócios não sofrerão grandes baques no caso de um incidente.


Com a computação em nuvem e a profissionalização das infraestruturas, a forma de criar contingência também deve mudar. Isso porque, quando as empresas optam pelo cloud computing elas não devem somente privilegiar a disponibilidade de informações e de aplicações essenciais para os negócios, mas precisam ter a certeza de que sempre haverá um link adequado de comunicação entre a companhia e o fornecedor dos serviços.

A Camiseteria.com, empresa que atua no segmento de varejo eletrônico, representa um exemplo de como as empresas devem criar um plano de contingência sob medida para sua necessidade quando optam pela computação em nuvem.

“Os dados mais críticos residem nas nuvens, mas são replicados uma vez por dia para um servidor interno e para um dispositivo de armazenamento separado do servidor”, afirma o sócio-diretor da Camiseteria, Fábio Seixas.

A estratégia está adaptada ao nível de risco da empresa para a qual perder dias de trabalho seria um grande prejuízo, mas realizar backups a cada hora demandaria um investimento em recursos e pessoas que não são justificados pela forma como a companhia opera.

Outra preocupação da Camiseteria quando contratou a computação em nuvem foi garantir um link de comunicação alternativo com o provedor do serviço, a partir de uma conexão de telefonia móvel de 3G - banda larga sem fio. “É o suficiente para garantir a continuidade das atividades. Em ambientes críticos, não precisamos de grande largura de banda”, explica Seixas.

O analista da TGT Consult Pedro Bicudo, também defende a elaboração cuidadosa do plano, mas ressalta que, antes das nuvens, a contingência já era um aspecto muito negligenciado pelas empresas, cuja falta já causou até falência de corporações. “As pessoas têm medo do desconhecido, mas o fato é que guardar os dados nas nuvens, em fornecedores profissionais de infraestrutura, é mais seguro do que manter tudo em casa”, diz.

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