A fabricante norte-americana de caminhões-baú e empilhadeiras Nacco Material Handling Gourp (NMHG) implementou um projeto de BPM (gestão de processos de negócios, em português) para automatizar os registros de alterações na linha da produção e reduzir a necessidade de recalls de produtos com defeito. Além dos benefícios resultantes da adoção da ferramenta, a iniciativa se destaca pelos resultados obtidos com a interação entre a equipe de tecnologia e as áreas de negócio envolvidas.
Em 2007, a NMHG utilizava sistemas manuais para registro das mudanças necessárias à linha de produção. Com o aumento dos custos relativos ao recall de caminhões e empilhadeiras defeituosos, a companhia percebeu que precisava adotar urgentemente uma solução que automatizasse a elaboração dos relatórios – os quais eram refletidos no processo produtivo e dificultavam a identificação da origem dos defeitos.
Na ocasião, as equipes de TI e negócios apresentaram ao CEO da companhia a alternativa de adotar uma solução de PLM (gestão do ciclo de vida dos produtos, em português), mas a sugestão foi recusada imediatamente pelo alto comando da companhia.
“Tínhamos acabado de finalizar a implementação de um sistema de gestão muito caro e que nos causou diversos problemas. Por isso, o CEO estava muito apreensivo quanto a realizar mais um alto investimento”, lembra Bob Shallow, diretor de processos de desenvolvimento de produtos.
Ele conta que, depois da recusa pela proposta de PLM, as equipes começaram a pensar em alternativas diferentes para solucionar as questões da linha de produção e chegaram à conclusão de que um projeto de BPM resolveria o problema e exigiria menos gastos.
Na ocasião, Shallow – que já havia atuado na Ford Motor Company por 15 anos – sugeriu que a NMHG contatasse o mesmo fornecedor que o atendia em seu trabalho anterior. Ele e o time de negócios, então, avaliaram a proposta enviada por tal fornecedor e chegaram à conclusão de que o projeto de BPM responderia a 80% dos requisitos necessários e utilizaria 15% do budget necessário à solução de PLM avaliada anteriormente.
A soma das vantagens acerca da solução de gestão de processos resultava em uma taxa de retorno de investimento (ROI) de aproximadamente 200% e, para Shallow, não havia mais como contestar que a ferramenta em questão seria a melhor alternativa para a organização.
Chegou, então, o momento da equipe de negócios apresentar a solução ao time de TI que, por sua vez, sugeriu que analisassem mais propostas. O diretor de tecnologia da empresa, Gidu Sriram, conta que tal atitude chegou a gerar um certo desconforto entre sua equipe e o pessoal da área de negócios, mas o desentendimento foi logo resolvido.
“Só queríamos ter a oportunidade de conhecer outras opções para tomar uma decisão assertiva, em vez de apenas sermos comunicados sobre o que foi decidido”, explica Sriram, que depois de analisar outras propostas, concordou que a escolha de Shallow era mesmo a mais adequada.
Escolhida a solução e seu fornecedor, ambos os departamentos trabalharam de forma integrada para implementar o projeto da maneira mais rápida possível. “Em duas semanas a ferramenta de BPM estava funcionando e um procedimento desses leva, em média dois meses”, comemora o diretor de TI ao comentar que a empresa economizou cerca de 2,5 milhões de dólares com a automatização por meio da gestão de processos de negócios, em detrimento da iniciativa de PLM inicialmente sugerida.
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