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Gestão

Crise contribui para aumento nas falhas dos projetos

De acordo com levantamento do The Standish Group, 32% das iniciativas de TI conduzidas nos últimos dois anos foram consideradas bem-sucedidas, enquanto outras 24% falharam e 44% tiveram problemas

Meridith Levinson, CIO/EUA

Publicada em 19 de junho de 2009 às 11h23

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A queda dos orçamentos de TI e as demissões provocadas pela crise contribuíram para uma redução na taxa média de sucesso dos projetos conduzidos pela área de tecnologia da informação das organizações. A conclusão faz parte de um estudo que acaba de ser divulgado pela empresa de pesquisas The Standish Group, a partir de entrevistas com 400 corporações de todo o mundo.

Entre os principais resultados, a pesquisa mostra que só 32% dos projetos de TI realizados nos últimos dois anos podem ser considerados bem-sucedidos, ao cumprir prazos, orçamentos e resultados esperados. Por outro lado, praticamente um em cada quatro projetos (24%) falhou. Neste último caso estão todas as iniciativas que foram canceladas antes da entrega ou, ainda, que chegaram a ser implementadas mas nunca foram utilizadas efetivamente.

Leia também: A TI erra ao definir a prioridade dos projetos

Ainda segundo o estudo, os demais 44% dos projetos podem ser considerados desafiadores, ao sofrerem atrasos, exceder o orçamento ou ainda por não atenderem aos requerimentos, em termos de funcionalidades.

O presidente do conselho do The Standish Group, Jim Johnson, afirma que esta foi a primeira vez em muito tempo que o estudo apontou um aumento na taxa média de falhas dos projetos de TI.

Johnson diz que não ficou surpreso com os resultados bem acima dos obtidos em 2006, quando apenas 19% dos projetos eram considerados falhos. Ainda segundo ele, esses números ficaram ainda mais acentuados nos últimos quatro meses antes da publicação do estudo (em abril de 2009) e refletem o clima de recessão econômica.

“As pessoas estão mais preparadas do que no passado para cancelar projetos, se necessário”, considera o especialista. “Quando os executivos enxergam que uma iniciativa não está indo bem, eles acabam cancelando e seguindo em frente”, complementa Johnson. Ele calcula que 20% a 25% dos cancelamentos ocorridos nos últimos dois anos têm relação direta com o cenário econômico.

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